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Dia do Perito Médico-Legista destaca papel vital na promoção da justiça em Mato Grosso do Sul

Com atuação que vai além das necropsias, peritos médico-legistas realizam atendimentos sensíveis e fundamentais para garantir direitos e produzir provas técnicas.

7 ABR 2025 • POR do idest • 16h47
  (Divulgação Polícia Científica)

Neste 7 de abril é celebrado o Dia do Perito Médico-Legista, data que homenageia os profissionais que unem conhecimento técnico, sensibilidade e compromisso com a verdade para esclarecer fatos e auxiliar na promoção da justiça. Em Mato Grosso do Sul, a data marca o reconhecimento da atuação desses especialistas no âmbito da Polícia Científica.

Embora o imaginário popular, influenciado por filmes e séries, associe o trabalho do perito médico-legista exclusivamente a necropsias de vítimas de crimes ou acidentes fatais, a realidade é muito mais ampla. Na prática, a maioria dos atendimentos realizados por esses profissionais envolve pessoas vivas, em casos de lesões corporais, violência doméstica, crimes sexuais e exames em custodiados.

Para exercer a função, é necessário ser médico com diploma reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC) e ser aprovado em concurso público. A capacitação específica é oferecida pela Academia de Polícia, última etapa do processo seletivo, onde os futuros peritos recebem treinamento técnico para atuar nas mais diversas situações.

O trabalho dos peritos resulta em laudos que sustentam investigações, fundamentam decisões judiciais e embasam medidas de proteção. São peças fundamentais na construção de provas técnicas que orientam o sistema de justiça e asseguram os direitos das vítimas.


Foto: Divulgação Polícia Científica

Atuação em todo o estado

Atualmente, Mato Grosso do Sul conta com 98 peritos médico-legistas, distribuídos entre as 14 Unidades Regionais de Perícia e Identificação (URPIs), que atendem todas as cidades do interior do estado. Na capital, Campo Grande, os atendimentos são realizados pelo Instituto de Medicina e Odontologia Legal (IMOL), além de seções especializadas na Casa da Mulher Brasileira, no plantão da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) da Depac Cepol, e no Fórum Heitor Medeiros.

Apesar de altamente técnico, o trabalho exige grande sensibilidade. Os profissionais lidam com histórias de dor, violência e vulnerabilidade. A missão do perito é dar voz a essas histórias por meio da ciência.

Segundo o coordenador-geral de Perícias da Polícia Científica de Mato Grosso do Sul, José de Anchiêta Souza Silva, o papel do perito médico-legista vai além da segurança pública. “Esses profissionais lidam com o corpo humano em sua forma mais vulnerável. Seu compromisso vai além da técnica: é um compromisso com a verdade, com o respeito à vida e com a responsabilidade de entregar à sociedade respostas baseadas na ciência”, afirmou.