Orgulhos Coxinenses
Lucy e Celcinho Melo, icones da cultura Coxinense
4 ABR 2025 • POR Glenda Melo • 09h34Lucy de Melo, 73 anos é formada em Letras pela Universidade de Mato Grosso do Sul, lecionou Literatura Brasileira em escolas públicas e privadas de Coxim e Campo Grande, além de professora também é poetisa e artesã, nascida no distrito de Jauru sente orgulho de suas origens, filha de um pai garimpeiro e uma mãe farinheira Lucy descobriu através de seu pai Sr. Gediel a paixão pela leitura e escrita. Lucy faz parte dos Coxinenses que tem orgulho de sua terra, agradecemos professora, poetisa e artesão Lucy Melo por sua contribuição para cultura coxinense.
Meu Cotidiano - Poema sem rima
Meu poema não tem rima
É feito de lima, de pedra e de nó
É feito de agulha, de linha
Ponto a ponto, dia-a-dia, todos os dias
É feito do salário curto, contado
Como o feijão de cada dia...
É feito da lida
De tanque, da pia
De ônibus lotado
De homem cansado, de mulher estressada...
É feito de espera, de cancela
Do amor costumeiro rotineiro
É feito de riso, as vezes forçado, outras escancarado
É feito de angústia, de espera, de medo
Da violência que ronda, que sonda, que seifa a vida por nada
Por ciúmes, por perfume, por comida, resumida...
É feito da dor, de lágrima rolada
De unha encravada, encalacrada
Da cólica de todo mês cobrada
Da menstruação complicada
E feita da faxina na gaveta viva, onde se troca a esperança velha pela nova que renova a cada dia
Como se renova a planta
Na estação de que é servida
É feito de saudade, de tanta vida partida, levada pelo destino ou simplesmente pela sina
Ou qualquer coisa parecida, que assim se justifica
Meu poema é igual a vida
Consumido aos pouquinhos, hora a hora, dia-a-dia, ano a ano, vida a vida
É Feito de raça, de força e coragem
Que faz do difícil, simples e trivial
Cozinhando a esperança e enfeitando a fé que move e revela toda mulher
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Celcinho de Melo - Guardião da Cultura Coxinense
Com as palavras do saudoso Zé Guedes, prestamos nossa homenagem a seu filho, Celsomar Nunes de Melo, 59 anos, carinhosamente conhecido em Coxim como “Celsinho Mello”. Há sete anos, ele assumiu a grande responsabilidade de manter vivo o ponto cultural mais importante da cidade: A Confraria do Piau, desde o falecimento do seu pai e fundador em maio de 2021
Fundada em 15 de agosto de 1977 por seus pais, Zé Guedes e Maria Nunes Agelin, a Confraria sempre foi um espaço de arte, música e encontros que fortaleceu a identidade cultural de Coxim. Graças ao empenho e dedicação de Celso, esse reduto da cultura coxinense continua pulsando, mantendo viva a tradição e o legado deixado por seu pai. Nossa gratidão e reconhecimento por sua trajetória e pelo compromisso em preservar a Confraria do Piau, um verdadeiro patrimônio da nossa cidade.
Lembranças do poeta José Guedes de Melo
Levantei hoje bem cedo para ver o sol nascer
Olhei pela janela e vi a madrugada romper
O clarão da Estrela Dalva ajuda o resplandecer
Nesta terra que eu amo e que me fez crescer
Vejo as lembranças do poeta que nos ajuda a viver
E o belo Pé de Cedro quando vem florescer
Olho firme para o universo, foi grande a minha emoção
sabendo que dia 11 foi a nossa emancipação
Agradecemos a Deus que consagrou essa grande união
Pela grandeza das famílias que fizeram imigração
Confiando nesta terra como verdadeiro torrão
Viva o nosso centenário!!!!
Viva a velha tradição!!!!
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