Governo de MS explica programa Criança na Creche e recebe sugestões de mães solo
Encontro com beneficiárias do Mais Social abordou funcionamento do auxílio e desafios enfrentados pelas mães
1 ABR 2025 • POR (Idest) • 09h16O governador Eduardo Riedel se reuniu ontem, segunda-feira (31) com 21 mães solo para discutir o Programa de Apoio à Mãe Trabalhadora e Chefe de Família – Criança na Creche. O encontro, realizado na sede do Mais Social, teve o objetivo de esclarecer o funcionamento do benefício e ouvir sugestões das participantes. O auxílio é voltado para mães que não conseguiram vaga em creches públicas e precisam trabalhar.
Auxílio para creche e incentivo à educação
O programa prevê o pagamento de R$ 600 por filho para custear a permanência da criança na creche, desde que a mãe comprove vínculo empregatício e matrícula do filho. Além disso, há um incentivo adicional de R$ 300 para as beneficiárias que optarem por retomar os estudos no Educação de Jovens e Adultos (EJA).
Michele Matias de Sena, mãe de três filhos, destacou a importância do benefício. “Agora tenho a oportunidade de garantir a creche para meu bebê e poder trabalhar com mais tranquilidade”, afirmou.
Já Jegrieli Maciel Godoi Tavares, mãe de quatro filhos, ressaltou a importância da escuta por parte do governo. “Gostei da ideia de incentivo à qualificação. Não queremos só benefícios, queremos estudar e crescer profissionalmente”, disse.
A secretária de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos, Patrícia Cozzolino, explicou que o programa é exclusivo para mães solo beneficiárias do Mais Social, que sustentam suas famílias e não conseguiram vagas para os filhos em creches públicas. O auxílio pode ser acumulado apenas com o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e com o Mais Social.
Novos programas sociais em destaque
Além da discussão sobre o Criança na Creche, o governo também apresentou o Programa Recomeços, que oferece apoio financeiro para mulheres vítimas de violência doméstica que deixam a Casa Abrigo. Elas receberão um salário mínimo mensal por até seis meses, podendo ser prorrogado, além de um auxílio extra de até quatro salários mínimos para compra de itens essenciais.
Outra novidade foi a ampliação do Programa Cuidar de Quem Cuida, que agora permite um limite de renda per capita maior, beneficiando mais famílias. Além disso, o programa poderá ser acumulado com as cestas alimentares destinadas a indígenas aldeados em áreas rurais.
O evento contou com a participação do secretário-adjunto Anderson Warpechowski, da secretária-executiva de Assistência Social Taciana Afonso Silvestrini Arantes e da superintendente do Mais Social, Andressa Farias. (Idest)
