Policia
Feminicídio em MS: Mulher é assassinada a facadas em Nioaque; ex-marido confessa e foge
30 MAR 2025 • POR Glenda Melo • 12h32Mato Grosso do Sul registra mais um caso brutal de feminicídio. Uma moradora de Nioaque, cidade a 375 km de Coxim, foi assassinada ontem 29/03 a facadas pelo ex-marido, de quem estava separada há apenas 20 dias. A vítima não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
Após cometer o crime, o suspeito ligou para a polícia, confessou o assassinato e fugiu. Até o fechamento desta matéria, ele ainda não havia sido localizado. Dados alarmantes apontam MS como líder nacional em mortes violentas de mulheres, evidenciando a urgência de medidas mais eficazes de proteção. Especialistas reforçam a necessidade de políticas públicas, fiscalização rigorosa de medidas protetivas e ações de conscientização para combater a violência de gênero.
Este é o sétimo caso de feminicídio no estado apenas em 2025. Mato Grosso do Sul lidera o ranking nacional de mortes violentas de mulheres, o que reforça a necessidade de ações urgentes para combater a violência de gênero e proteger potenciais vítimas. Autoridades seguem em busca do suspeito, enquanto a sociedade cobra medidas mais eficazes para prevenir esses crimes.
Todos os dias, uma nova notícia. Mais uma mulher morta. Mais um feminicídio. Mais uma vítima que teve sua vida arrancada brutalmente, simplesmente por ser mulher. Estamos cansados. Cansados de ler sobre mães, filhas, irmãs e amigas sendo assassinadas por homens que se acham donos de seus corpos e destinos.
Quantas mais precisarão morrer para que a sociedade enxergue a gravidade disso? Quantas famílias precisarão chorar suas perdas antes que algo realmente mude? Mato Grosso do Sul lidera o ranking de feminicídios no Brasil. Não é um título. É uma sentença de morte para milhares de mulheres que vivem sob o terror da violência.
Não podemos normalizar o horror. Não podemos aceitar que mulheres continuem sendo brutalmente assassinadas enquanto medidas de proteção falham e agressores permanecem impunes. O grito de revolta precisa ser maior do que o silêncio da indiferença. O feminicídio não é tragédia, não é fatalidade. É crime. É uma guerra contra as mulheres que precisa ser combatida com urgência.
Chega de estatísticas. Chega de corpos. Chega de impunidade. Nós exigimos justiça. Nós exigimos segurança. Nós exigimos o direito de viver.
