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ALERTA

Ataques de Abelhas Faz Mais uma Vítima Fatal na região de Coxim

27 MAR 2025 • POR Glenda Melo - Diário do Estado • 08h19

Estamos tristes por noticiar mais um óbito na região de Coxim por ataque de abelhas, Renato Teixeira Breda, 38 anos morreu no final tarde da última terça-feira (25) após ser atacado por um enxame de abelhas na Fazenda Dois Irmãos, localizada nas proximidades do assentamento Piquiri. Renato segundo informações estava trabalhando no campo quando foi surpreendido pelo enxame de abelhas, ele tentou se proteger e correu mata a dentro para fugir das abelhas, mas infelizmente diante dos números de picas e por ser alérgico não sobreviveu, ele ainda foi encaminhado para o hospital municipal, mas seu estado já era crítico, logo em seguida o óbito foi confirmado pelos médicos que o atenderam. Renato era casado e deixa um filho pequeno, Vicente. Bastante conhecido em Coxim, de uma família muito querida na cidade a notícia da morte foi recebida com bastante surpresa por familiares e amigos de Renato, mas diante de tantos casos registrados nos 3 primeiros meses do ano de 2025 no estado de Mato Grosso do Sul o que pode desencadear o ataque de abelhas?
Abelhas podem atacar quando se sentem ameaçadas ou incomodadas, por exemplo, com barulhos, perfumes, cores escuras ou movimentos bruscos. 
O que pode desencadear um ataque de abelhas? 
• Barulhos, como os de motores de jardinagem
• Perfumes fortes, desodorantes
• Suor
• Cores escuras, principalmente preto e azul-marinho
• Movimentos bruscos
• Invasão do território, aproximando-se demais da colmeia
Como evitar ataques de abelhas? 
• Evite perfumes, roupas escuras e sons altos
• Mantenha distância de colmeias
• Em caso de ataque, acione o Corpo de Bombeiros imediatamente pelo telefone 193
• A remoção das colônias de abelhas situadas em lugares públicos ou residências deve ser efetuada por profissionais devidamente treinados e equipados, preferencialmente à noite ou ao entardecer, quando os insetos estão calmos
• Evite aproximar-se de colmeias de abelhas africanizadas sem estar com vestuário e equipamentos adequados (macacão, luvas, máscara, botas, fumigador, etc.
• Evite caminhar e correr na rota de voo das abelhas
Barulhos, perfumes fortes, desodorantes, o próprio suor do corpo e cores escuras (principalmente preta e azul-marinho) desencadeiam o comportamento agressivo e, consequentemente, o ataque de abelhas
• Sons de motores de aparelhos de jardinagem, por exemplo, exercem extrema irritação em abelhas. O mesmo ocorre com som de motores de popa
No campo, o trabalhador deve ficar atento para a presença de abelhas, principalmente no momento de arar a terra com tratores.
 Não Faça Movimentos Bruscos. Caso uma abelha se aproxime, evite gestos repentinos, como bater ou espantar o inseto. Movimentos agressivos podem ser interpretados como uma ameaça, provocando um ataque.
• Ao caminhar por áreas rurais ou bosques, observe cuidadosamente se há colmeias em árvores, telhados, muros ou buracos no chão. Nunca tente remover ou mexer em uma colmeia sem a ajuda de um profissional.
• Se for praticar trilhas, acampar ou trabalhar em locais com vegetação densa, utilize roupas de mangas longas, calças e chapéus. Além disso, tenha sempre uma rota de fuga planejada caso perceba a presença de um enxame.
Mesmo uma única abelha pode dar um sinal de alerta para a colmeia. Nunca tente pegá-las, esmagá-las ou removê-las sem equipamentos adequados.
Mantenha Lixeiras e Alimentos Fechados, restos de comida e líquidos doces atraem abelhas. Sempre mantenha lixeiras bem tampadas e evite deixar alimentos expostos ao ar livre.
         Se um enxame atacar, corra para um local fechado, como um carro ou casa, protegendo o rosto com as mãos. Não tente mergulhar em lagos ou piscinas, pois as abelhas podem esperar na superfície.
A prevenção é a melhor forma de evitar ataques. Se perceber um enxame próximo de áreas residenciais ou de grande circulação, acione o corpo de bombeiros ou um apicultor especializado para fazer a remoção segura.
O que aconteceu com Renato que o trouxe a óbito segundo ministério da saúde foi o quadro de envenenamento decorrente da injeção de toxinas através do aparelho inoculador (ferrão) de abelhas. No Brasil, as abelhas ditas africanizadas, ou seja, mestiças de Apis mellifera scutellata (africana) e Apis mellifera ligustica (européia) principalmente, são responsáveis por muitos relatos de acidentes, por serem mais agressivas do que as europeias.
 Entre os 5 principais tipos de acidentes por animais peçonhentos, o acidente por abelhas é o único que não possui um soro específico para o tratamento no Brasil, porém há estudos acerca de sua produção. O quadro de intoxicação varia pela quantidade de veneno aplicado e pela susceptibilidade em relação a uma reação alérgica ao veneno. Um indivíduo pode ser picado por uma a milhares de abelhas. No caso de poucas picadas, o quadro clínico pode variar de uma inflamação local até uma forte reação alérgica (choque anafilático). No caso de múltiplas picadas pode decorrer uma manifestação tóxica mais grave e, às vezes, até mesmo fatal.
As manifestações clínicas podem ser de naturezas tóxicas e alérgicas. As reações tóxicas locais decorrentes da picada de abelhas estão associadas à dor, edema e eritema. Em casos de múltiplas picadas, podem ocorrer manifestações sistêmicas, devido à grande quantidade de veneno inoculada. Nesse caso, os sintomas são pruridos, rubor, calor generalizado, pápulas, placas urticariformes, hipotensão, taquicardia, cefaleia, náuseas e/ou vômitos, cólicas abdominais e broncoespasmos. Em casos mais graves pode ocorrer choque, insuficiência respiratória aguda, rabdomiólise e injúria renal aguda.
As manifestações alérgicas locais são caracterizadas por um edema que persiste por alguns dias. As reações alérgicas sistêmicas podem variar de urticária generalizada e mal-estar até edema de glote, broncoespasmos, choque anafilático, queda da pressão arterial, colapso, perda da consciência, incontinência urinária e fecal e cianose.
Para esposa de Renato, Juliana e seu pequeno Vicente deixamos todo nosso carinho, solidariedade e respeito nesse momento de dor. (Glenda Melo - Diário do Estado)