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Inusitado

Peixe que atacou turista, galo denunciado à polícia e morte de sucuri icônica: MS teve 2024 agitado

24 DEZ 2024 • POR (mmx) • 09h53
Histórias emblemáticas tornaram reino animal destaque nas notícias em 2024   Fala Povo, Midiamax, Redes Sociais

“Que tiro foi esse?”. Parafraseando a pensadora contemporânea Jordana Gleise, mais conhecida como Jojo Todynho, o ano de 2024 foi “um arraso” no reino animal sul-mato-grossense. Mais uma vez, diversas espécies brilharam e viraram notícia pelos mais variados motivos, estampando até capas de jornais estrangeiros.
Nos últimos 12 meses, não faltaram acontecimentos. De galo agressor de idosa à apresentação da cobra píton, “escondida” no Bioparque Pantanal por quase dois anos em Campo Grande (MS), os animais roubaram a cena e tiveram seus momentos de destaque.
Lamentavelmente, a informação responsável por levar Mato Grosso do Sul para noticiários de todo o mundo e também por abrir esta retrospectiva envolve o falecimento de Vovózona, antológica sucuri-verde (Eunectes murinus) de Bonito (MS).


Polícia se envolveu em morte de sucuri
Logo no início do ano, no dia 24 de março de 2024, a fauna sul-mato-grossense entrou em luto com a notícia. Majestosa, imponente e maior já vista na região da cidade turística, a sucuri, que também era conhecida como Anajulia por pesquisadores que a monitoravam, apareceu morta no Rio Formoso.
Em um primeiro momento, ambientalistas divulgaram que ela teria sido assassinada a tiros e, portanto, vítima de um crime ambiental. Diante disso, a polícia foi acionada e autoridades se deslocaram até o local onde os restos mortais da cobra se encontravam para averiguar a denúncia.
Com a morte, a serpente finalmente pôde ser medida. Assim, ficou constatado que Vovózona tinha incríveis 6,45 metros de comprimento, sendo não só a mais imensa cobra da área, mas também a maior sucuri já catalogada no mundo, segundo o biólogo Henrique Abrahão. Antes dela, o maior exemplar documentado da espécie tinha 5,21 metros.


Morte de sucuri foi desvendada por peritos
Ainda no final de março, a perícia coletou amostras do cadáver de Vovózona e descartou o resto do corpo no próprio Rio Formoso, do qual ela era considerada rainha. Após exames, os peritos concluíram que a gigante cobra, patrimônio da fauna sul-mato-grossense, não foi vítima de crime ambiental e, na realidade, morreu de causas naturais.
Laudo divulgado juntamente com amostras de raio-x provou que o animal não tinha sido baleado e nem esmagado a pauladas – Vovózona, possivelmente, morreu de velhice. Estima-se que ela tinha mais de 20 anos e, de fato, era a mais antiga da região alagada de Bonito.
Portanto, respondendo à pergunta do início desta retrospectiva (“Que tiro foi esse?), a resposta é: nenhum


Peixe quase arrancou pé de turista em Bonito
Duas semanas depois do falecimento da serpente, a mesma cidade voltou a aparecer em jornais além das fronteiras de Mato Grosso do Sul por outro acontecimento do reino animal. Desta vez, no dia 10 de abril, um peixe da espécie Dourado (Salminus brasiliensis) surpreendentemente atacou e quase arrancou o pé de uma turista em um balneário local.
Segundo relatos de testemunhas, a mulher estava sentada em uma das áreas do Balneário do Sol com os pés nas águas do Rio Formoso, quando o Dourado apareceu e a abocanhou de maneira feroz. “Foi feia a coisa, quase arrancou o calcanhar dela”, relataram outros banhistas na época.
Em comunicado, o atrativo turístico detalhou que a vítima foi prontamente socorrida após ser mordida pelo peixe. A turista, de Presidente Prudente (SP), não teve sua identidade e nem idade reveladas. Ela chegou a ser hospitalizada no Hospital Darci João Bigaton, em Bonito, antes de retornar a São Paulo.
 Touro Ferdinando e o sofrimento de Nádia
Funcionária de uma fazenda em Campo Grande (MS) também virou notícia nacional após ser separada de um touro que criou como filho. A história de Nádia comoveu internautas de todo o país e teve um final feliz após o apelo popular.


Tudo começou em janeiro, quando a sul-mato-grossense precisou pedir demissão da propriedade rural onde trabalhava e se mudar para a Capital de MS com os filhos pequenos e o marido. A mudança de endereço, no entanto, a separou de Ferdinando, um touro do patrão criado por ela e seu esposo como um membro familiar dentro de casa.
A funcionária chegou a pedir ao chefe para levar o animal consigo, já que era muito apegada ao bovino e foi a principal responsável por cuidá-lo e fazê-lo “vingar”, mas o dono não autorizou, fazendo a encarregada entrar em tristeza profunda.
Desenganado, Ferdinando foi cuidado desde seu nascimento por Nádia e sua família, que, com todo amor do mundo, conseguiu fazer com que ele andasse e se tornasse um animal saudável, pois nasceu com as patas tortas e sem esperanças de sobrevivência.
Após deixar a fazenda, a moradora passou dois meses arrasada, chorando todos os dias de tanta saudade do mascote. Até que o irmão dela procurou o  Midiamax em fevereiro e expôs o sofrimento da irmã. Depois da repercussão da primeira reportagem contando a história, o dono de Ferdinando e ex-patrão de Nádia cedeu e decidiu doar o bovino para os ex-funcionários – dando um desfecho alegre para o caso. .