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Programa leva psicólogas a estabelecimento penal

24 NOV 2015 • POR • 10h28

Com intuito em contribuir na elevação do emocional e na cura dos traumas ocorridos por abuso e violência, que passaram a maioria das custodiadas do Estabelecimento Penal Feminino “Irmã Irma Zorzi”, e prepará-las para o retorno e convívio social após o cumprimento da penalidade, a Fundação do Trabalho de Mato Grosso do Sul (Funtrab) firmou parceira com a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) e a Associação Pro-Eva com o Programa de Empoderamento a Vítimas de Abusos.
O programa terá início em 7 de dezembro, com previsão de duração de 14 semanas. O projeto terá continuidade às terças-feiras, das 8h30 às 11 horas, no Irmã Irma Zorzi.
As mulheres custodiadas que já sofreram violência e ainda estão em um momento delicado por estarem em regime fechado, necessitam de uma atenção especial. Em Mato Grosso do Sul estão cerca de 1.134 mulheres custodiadas, o que equivale a 9,92% da população carcerária estadual, e 3,4% da população carcerária feminina nacional, em 12 estabelecimentos prisionais (sete penitenciárias e cinco casas de albergado).
O projeto elaborado pela Associação Pro-Eva (Programa de Empoderamento a Vítimas de Abuso) visa incentivar uma conversa franca e aberta sobre vários assuntos e romper com o silêncio que protege os autores dos crimes de abuso e violência, que na maioria dos casos são praticados por pessoas próximas. Para isso foi montada uma equipe multidisciplinar composta por psicólogas, assistente social e pedagoga.