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Ex-servidores do TCE terão que devolver R$ 1,5 milhão 

20 NOV 2015 • POR • 09h25

Sete ex-servidores do TCE-MS (Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul) terão que devolver mais de R$ 1,5 milhão aos cofres públicos por receberem salários por dois anos sem trabalhar.
Após apuração de inquérito aberto em julho de 2002, o MPE-MS (Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul) constatou que os servidores receberam entre 2001 e 2002 sem nunca ter ido trabalhar. O MPE entrou com ação na Justiça para que eles devolvam o dinheiro aos cofres públicos.
Em julho de 2002, o MPE recebeu denúncia anônima de que 103 servidores do TCE-MS eram “fantasmas” e nunca foram trabalhar, entre 2001 e 2002, mas recebiam seus salários normalmente, “causando evidentes prejuízos ao Patrimônio Público”. Segundo a denúncia, os servidores “fantasmas” seriam filhos, mulheres e sobrinhos de conselheiros e alguns sequer residiam em Campo Grande.
Depois de apurar, o MPE chegou à conclusão que sete servidores de cargos efetivos receberam salário do TCE-MS por dois anos, sem sequer ter comparecido às suas repartições. São eles: Lídia de Paula Valenzuela dos Santos, Marlene Cerzózimo, Natália Maria Idalo Zogbi, Neli Aparecida Todsquini, Noely Rabelo de Barros Trindade, Regina Marina Aparecida da Câmara e Tânia Maria Froes Cerzósimo.
Somando os sete, os servidores “fantasmas” receberam durante 2001 e 2002 R$ 219.949,88. Eles terão que devolver, após correção de juros, R$ 1.558.581,47. A Justiça pode determinar o bloqueio e bens dos ex-servidores para arcar com a devolução. (Midiamax)