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Curtas

14 JUL 2017 • POR • 12h13

   

‘SEGURA PEÃO!’ Assim estamos – rebolando para não cair do animal nesta arena pantanosa de estagnação econômica, desemprego, escândalos sucessivos da corrupção, vai e vem da justiça e de desilusão com a classe política. Aí, duvidar dos políticos é hoje uma consciência nacional.

PERGUNTO: Onde mora a esperança? Qual candidato é porto seguro? Marina Silva é desconexa com a realidade sem início, meio e fim; Bolsonaro se apega na moralidade; Geraldo Alckmin não entusiasma; Lula não se encaixa no Brasil atual: João Dória é uma incógnita e Ciro Gomes vende ideias de almanaque.

VERDADEIRA a afirmativa de que ‘a classe política brasileira fracassou’. A ‘Lava Jato’ revelou os conchavos reunindo os principais partidos, passando a todos nós o sentimento de indignação. Há sim o risco de o eleitor ir às urnas – não apenas para fazer justiça, mas para se vingar!

É FACIL aferir a tendência. Ouça o vizinho, colega de trabalho, parente, companheiro de fila de banco. Não há satisfeitos - pior: a desesperança é crescente como nunca se viu desde a ‘Crise de 1930’. E se o brasileiro ainda não voltou às ruas é simplesmente porque não confia na classe política.

QUANDO o assunto é economia e suas perspectivas, vem a afirmativa usual: ‘quem ganha dinheiro, fica rico neste país, não é quem trabalha, gera emprego: é o político. Aliás em todas as pesquisas, nas mais diferentes classes sociais, a classe política é tratada com desdém merecido.

A OJERIZA é tal que sobre o assunto, o secretário José Carlos Barbosa, da Segurança Pública, lembrava; “em algumas situações – com medo de vaias e hostilização, parlamentares optam passar pelo anonimato nos aeroportos, guardando o ‘botton’ de identificação no bolso paletó”. É bem por aí.

‘SOBREVIVENTES’ Para Barbozinha, deputado estadual licenciado, é cedo para se apregoar favoritismo ao Governo Estadual. Adverte que o processo de depuração (Lava Jato e Cia) pode estar apenas no início e a sucessão seria disputada pelos sobreviventes do ‘dilúvio’ em curso.

CONVÉM anotar. Barbozinha é preciso na avaliação do quadro político. Elogia reconhecendo o potencial do clã Trad, que na sua ótica, terá papel importante na sucessão estadual. Não economiza adjetivos nos elogios a administração de Marquinhos na capital.

PAULO DUARTE Filiado ao PDT, o ex-prefeito de Corumbá observa o cenário e diz que o momento é de cautela e observação. Sobre 2018 nada definido. A sua candidatura à Câmara Federal é possível, dependendo o enlaçamento partidário e as regras eleitorais ainda em fase de discussão. Bom nome.

‘ÁGUA BOA’ Paulo Duarte conhece bem o serviço de água de Corumbá e diz: “baita negócio; a Sanesul retira a água do rio Paraguai, trata e vende. Corumbá e Dourados, as meninas dos olhos da empresa”. Já Barbozinha (ex-presidente da Sanesul) revela: “se não fosse pela minha posição discordante, o ex-governador Puccinelli teria vendido a lucrativa Sanesul.” Entendi direitinho.

O AMBIENTE local mostra a ‘real política’. Ex-senador cassado, ex-vereadora prestando serviço no Asilo, ex-deputado federal preso várias vezes, outro deputado denunciado no STF, ex-prefeito da capital preso, ex-governador de tornozeleiras e um deputado estadual condenado no TRF de São Paulo. Isso sem contar o que pode vir no pacote da ‘Lava Jato’.

ENCOLHIDO Após o STF aceitar denúncia contra ele por desvio de dinheiro da BR Distribuidora, o deputado federal Vander Loubet mudou. Discreto, evita a imprensa. Lembra o personagem do filme ‘O incrível homem que encolheu’ (1957) atingido por uma névoa de radioatividade. Ele só chegou onde está, graças ao ‘efeito PT’.