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Com a colheita de 487 mil toneladas, Sidrolândia atinge maior produção de soja da sua história

29 MAR 2014 • POR Região News/PH • 13h49

Embora os números finais da safra 2013/2014 só sejam fechados pelo IBGE no próximo dia 16, a projeção do Sindicato Rural é que Sidrolândia tenha colhido a maior safra de soja da sua história, atingindo 487 mil toneladas, com produtividade média de 50 sacas por hectare, melhor que as 44 sacas obtidas na safra 2012/2013.

Este rendimento é superior a média estadual que ficou em 45 sacas por hectare. A cidade é o terceiro maior pólo da sojicultura estadual, atrás apenas de Ponta Porã (onde foram cultivados 180 mil hectares) e Maracaju com área plantada de 230 mil hectares e colheita de 695,5 ml toneladas.

A produção atual foi 34% maior que a de 2012/2013, embora a área plantada tenha aumentado 14% (de 142 para 162 mil hectares). Este incremento reflete o crescimento da produtividade em 21,95% (de 41 para 50 sacas). O município responde por aproximadamente 7% de toda a soja produzida no Estado (7 milhões de toneladas).

Embora tenha havido problemas pontuais de quebra de produtividade com as variedades de soja de variedades super-precoce em função da falta de chuva na hora da colheita, o presidente do Sindicato Rural, Rogério Menezes, avalia como “positiva” a safra que combinou boa produção com bons preços competitivos. “Na região do Piqui tivemos casos de produtores com quebra de 50%, que colheram entre 20 e 25 sacas por hectare”, explica.

No outro extremo, há produtores como ele e o prefeito Ari Basso, com propriedades na saída para Nioaque, asseguraram produtividade entre 60 e 70 sacas. Cesar, que plantou 2 mil hectares, obteve produtividade de 63 sacas por hectare (a mesma da safra anterior), diz que para atingir este desempenho é necessário um investimento pesado em tecnologia, com correção do solo e adubação.

Preocupação

Embora o setor agrícola passe por um momento positivo, os produtores estão preocupados com a emenda de medida provisória criada pelo Governo Federal que prevê a criação de taxa de 9% sobre a exportação da soja. A medida é considerada pela Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Sistema Famasul) como um desastre que trará impactos imediatos ao Estado e limitará as exportações.

A Federação classificou como irresponsável a forma discreta da tramitação da emenda que propõe cobrança de Programa de Integração Social (PIS) e de Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS) sobre as exportações agrícolas no Congresso Nacional.

De acordo com o diretor tesoureiro da Famasul, Almir Dalpasquale, caso aprovada, a taxa servirá como precedente para a criação de novos tributos voltados para a agropecuária. “Além de tirar a competitividade de mercado, essa tentativa de tarifar as exportações atingirá significativamente a produção brasileira, em especial a Região Centro-Oeste, que depende diretamente da agricultura”, destaca Dalpasquale.

Junto com a Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja/MS), a Famasul busca apoio da bancada agropecuária do Estado para barrar a emenda. “Estamos mobilizando os parlamentares para evitar a tramitação da emenda. O produtor rural do Centro-Oeste tem um custo extra de transporte, devido à localização e à estrutura logística e portuária ineficientes. A aprovação de uma taxa de 9% sobre as exportações vai gerar um desequilíbrio econômico e social na região”, enfatizou o presidente da Aprosoja/MS, Maurício Saito.

Além da emenda sugerida pela União, o Ministério Público Federal pede a suspensão da comercialização de nove defensivos agrícolas no país, inclusive o glifosato, utilizado no controle de plantas daninhas nas lavouras. “O Brasil planta transgênicos e é dependente desses produtos para o desenvolvimento positivo das lavouras. É indiscutível o papel dessas moléculas na evolução dos números de produção e nas exportações que se consagram como o equilíbrio da balança comercial brasileira”, reforçou Dalpasquale.

Histórico da Produção de Sidrolândia

Ano - Área plantada - Produção Colhida

2004 - 85 mil hectares - 178.500 toneladas

2005 – 94.800 hectares- 199.800 toneladas

2006 – 93 mil hectares - 231.900 toneladas

2007 – 95 mil hectares – 267.900 toneladas

2008 - 95 mil hectares - 256.900 toneladas

2009 – 97 mil hectares - 238.620 toneladas

2010 – 115 mil hectares – 345.000 toneladas

2011 -120 mil hectares - 194.400 toneladas

2012 – 130 mil hectares – 358 mil toneladas

2013- 142 mil hectares – 361 mil toneladas

2014 – 162 mil hectares -486 mil toneladas