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CCR MSVia não consegue antecipar conclusão de obra na BR-163 por falta de matéria prima

23 AGO 2024 • POR (correio do Estado) • 10h20
  Marcelo Victor/Correio do Estado

Desde a manhã de quarta-feira (20), um dia após a enxurrada causada pelo rompimento da barragem do loteamento Nasa Park ter atingido o trecho próximo ao km 500 da BR-163, centenas de funcionários da CCR MSVia, empresa responsável pela rodovia, trabalham para recuperar a pista, que cedeu com a força da água.
Conforme noticiado anteriormente pelo Correio do Estado, a concessionária deu um prazo de 15 dias para a conclusão do reparo, e 60 dias para o fim das obras, que incluem serviços de drenagem, segurança viária, plantação de grama, entre outros.
À reportagem, o gerente de engenharia da CCR MSVia, Marcos Vinícius Pereira, informou que as equipes estão atuando em turnos estendidos, de quase 24 horas, para que os trabalhos sejam concluídos dentro do prazo, mas que não é possível acelerar tanto o processo porque dependem de matéria-prima, entregue por empresas externas, para realizar o trabalho.
"É muito pouco provável [terminar antes], a não ser que a gente consiga muito volume de pedra. A gente depende do fornecimento de pedra externa, tem mais de uma pedreira já fornecendo pedra para a gente, mas obviamente depende da produção deles, da explosão dentro da pedreira, para produzir esse volume (...) Então a gente não consegue um volume tão grande tão rapidamente", explicou
Nesta quinta-feira (22), o gerente de engenharia explicou que está sendo feito justamente o processo de colocar as pedras no maciço do talude, a fundação da rodovia.
"Hoje a gente está com mais de 30 caminhões e carretas, transportando esse material (...) o trabalho hoje é esse: trazer essa pedra e garantir a estabilidade 100% da rodovia", acrescentou Marcos Vinícius Pereira.
Somando todas as equipes, mais de 100 funcionários trabalham na recuperação do trecho. Estão sendo empenhados mais de 50 equipamentos.