Agosto Lilás traz a MS criadora da 1ª Delegacia de Combate ao Feminicídio do País
9 AGO 2024 • POR (Paula Maciulevicius, da Comunicação da Cidadania) • 09h39Pioneira no enfrentamento à violência contra a mulher no Brasil e criadora da 1ª Delegacia de Combate ao Feminicídio do País, Eugênia Villa esteve ontem em Mato Grosso do Sul, para a programação da campanha Agosto Lilás “Mulheres Vivas, Feminicídio Zero”.
Diretora de Avaliação de Riscos da Secretaria de Segurança Pública do Piauí, a professora doutora em Direito e Políticas Públicas abre a agenda na Capital durante o evento “Diálogos para a prevenção: Mulheres Vivas, Feminicídio Zero”, promovido pela Subsecretaria de Políticas Públicas para Mulheres - pasta ligada à Secretaria de Estado da Cidadania.
“Neste ano, a campanha do Agosto Lilás é direcionada à prevenção do feminícidio, então convidamos uma referência nacional que tem experiência sobre o atendimento na prática às mulheres em situação de violência, na rede especializada para dialogar com as gestoras e coordenadoras de políticas públicas para mulheres de todos os 79 municípios do Estado”, explica a subsecretária de Políticas Públicas para Mulheres, Manuela Nicodemos Bailosa.
Na tarde de quinta-feira, o auditório do Museu das Culturas Dom Bosco foi palco para uma verdadeira aula sobre perspectiva de gênero, desde relações sociais de poder, igualdade e equidade de gênero, e sua implementação na segurança pública.
Mês
“Agosto Lilás” é uma campanha de enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher, instituída por meio da Lei Estadual nº 4.969/2016, com objetivo de intensificar a divulgação da Lei Maria da Penha, sensibilizar e conscientizar a sociedade sobre o necessário fim da violência contra a mulher, divulgar os serviços especializados da rede de atendimento à mulher em situação de violência e os mecanismos de denúncia existentes.
Eugênia Villa é a criadora da primeira delegacia do mundo a investigar crimes de feminicídio, aberta em 2015, na capital do Piauí, Teresina. Ela também é a responsável pelo aplicativo de celular “Salve Maria”, pelo qual as mulheres vítimas de violência podem acionar a polícia usando o “botão de pânico”.
