Que velhice queremos?
7 JUN 2024 • POR (Glenda Melo/Diário do Estado) • 09h53 Este é um convite para você refletir sobre o processo de envelhecimento. Já pensou que, se tudo der certo, todos nós chegaremos à velhice? Qual é o caminho para que cada vez mais pessoas possam completar o ciclo da vida com dignidade, propósito e sentido? Que velhice queremos? Valorizar as pessoas 60+ é essencial para uma vida plena e uma sociedade justa.
O mês de junho começou e com ele a campanha de enfrentamento à violência contra as pessoas idosas /Junho Prata, instituída em Mato Grosso do Sul com o objetivo de conscientizar a sociedade sobre a relevância de combater todas as formas de violência cometida contra a população idosa. Além disso, o dia 15 de junho foi reconhecido OMS (Organização das Nações Unidas) como Dia Mundial de Conscientização da Violência Contra a Pessoa Idosa.
De acordo com os dados fornecidos pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a expectativa de vida no Brasil subiu para 75,8 anos. Nesse sentido, podemos dizer que o número de idosos na sociedade também aumentou.
Depois que os filhos crescem e conquistam a independência financeira, é normal que eles saiam da casa de seus pais para poder viver sozinhos. No entanto, em alguns casos, o idoso acaba sendo deixado de lado pelos seus familiares, que não vão mais sequer visitá-los.
De acordo com dados do em painel da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, do MDHC (Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania), nos primeiros cinco meses de 2023, o Disque 100, recebeu mais de 47 mil denúncias de violência cometida contra pessoas idosas, que apontam para cerca de 282 mil violações de direitos como violência física, psicológica, negligência e exploração financeira ou material. Cada denúncia pode ter mais de um tipo de violação de direitos.
Quando a velhice chega para alguém da família, começa um período de adaptação para todos na casa. É preciso cuidar do horário dos remédios, da rotina de exames, consultas e, com o passar do tempo, os parentes tornam-se cuidadores.
A família é essencial para a qualidade de vida dos velhos, está no Estatuto do Idoso a sua função de proteger, alimentar e cuidar da dignidade, mas a rotina não é fácil.
O envelhecimento é um processo natural que precisa ser compreendido, então o melhor a fazer é entrar em acordo com o tempo, o “tambor de todos os ritmos”, como compôs Caetano Veloso. Prepare-se para a velhice, a sua e a das pessoas que ama.
Cuidar dos nossos idosos é sim nossa responsabilidade e mais que nunca devemos devolver para eles tudo que fizeram por cada um de nós, com amor, carinho, cuidado e responsabilidade, que sejamos generosos com aqueles que sempre fizeram por nós.
O calendário de ações previstas para o Junho Prata está disponível em https://www.setescc.ms.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/Calendario-Junho-Prata.pdf.
Para mais informações sobre a campanha entre em contato com a Subsecretaria de Políticas Públicas para Pessoas Idosas pelo telefone (67) 3316-9184 ou pelo e-mail pessoaidosa@setescc.ms.gov.br
