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Câmara da capital anuncia criação de comissão de ética

9 SET 2015 • POR Midiamax • 10h20

O vereador João Rocha (PSDB) foi escolhido presidente da Comissão Permanente de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Municipal de Campo Grande que, como primeiro caso, deverá decidir em relação a nove vereadores investigados na Operação Coffee Break, sobre suposto esquema de corrupção para cassar o prefeito, Alcides Bernal (PP). O colegiado deve ser oficializado amanhã (9).
A instituição da Comissão Permanente de Ética foi anunciada pelo presidente da Câmara Municipal, vereador Flávio César (PTdoB), em entrevista coletiva na manhã de ontem (8). Além do tucano, os demais membros são Chiquinho Telles (PSD), como vice-presidente, Vanderlei Cabeludo (PMDB), Herculano Borges (SD) e Ayrton Araújo (PT).
Segundo Flávio César, a decisão de instituir a comissão foi tomada com base em parecer da procuradoria jurídica da casa, acerca de pedido de providências sobre os oito vereadores investigados – sem contar outros três, que junto com os demais tiveram os celulares apreendidos, e do ex-presidente, afastado do cargo no fim do mês passado.
O presidente explicou que a composição da Comissão Permanente de Ética era prevista em decreto de 2003, mas nunca foi instituída por não constar no regimento interno da casa. A primeira reunião de trabalho do colegiado deve ocorrer após a publicação de sua criação no Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande), o que está previsto para ocorrer amanhã.
Uma das medidas será coletar informações sobre o caso investigado e analisar, por exemplo, a possibilidade de convocar os investigados da Coffee Break. A Comissão de Ética pode opinar pelo afastamento dos vereadores.