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Governo de MS vai capacitar e fomentar o empreendedorismo nas comunidades indígenas do Estado

12 ABR 2024 • POR Leonardo Rocha, Comunicação do Governo de MS • 14h52
  Bruno Rezende

Em uma iniciativa pioneira no Brasil, o Governo do Estado vai levar capacitação para fomentar o empreendedorismo nas comunidades indígenas do Mato Grosso do Sul. Esta ação será feita em parceria com o Sebrae por meio do programa “Empretec Indígena”, começando pela aldeia Anodi, em Brasilândia.

Para este trabalho conjunto foi assinado nesta sexta-feira (12) foi firmado um pacto de cooperação entre o Governo do Estado e o Sebrae. Os trabalhos de capacitação começaram nesta semana em Brasilândia com a etnia Ofaiés, tendo a participação de 32 mulheres que já têm um trabalho empreendedor dentro da aldeia.

Depois o programa (Empretec Indígena) segue para Miranda, onde haverá a capacitação na aldeia Cachoeirinha. O objetivo é levar conhecimento, independência, autonomia financeira e uma melhor qualidade de vida para as comunidades indígenas, que terão mais qualificação para empreender, valorizando sua cultura e costumes.

“Muitas pessoas não tiverem oportunidade de ter acesso a este sentimento de empreender. Esta capacitação vai chegar porque eles demandaram esta mudança e nós temos que estender a mão e oferecer as políticas públicas, levando em conta a realidade de cada comunidade. O Estado vai estar presente nas aldeias para levar desenvolvimentos as diversas comunidades, para ajudar na transformação da realidade”, afirmou o governador Eduardo Riedel.

O presidente nacional do Sebrae, Décio Lima, participou da solenidade e lembrou que esta iniciativa além de ajudar no aumento de renda dentro das comunidades, também irá resgatar a cultura indígena. “Ele trata principalmente do empreendedorismo feminino dentro das aldeias, junto com o conceito de protagonismo, autonomia, geração de renda e sustentabilidade. Principalmente no Mato Grosso do Sul que é o terceiro estado com maior população indígena”.

A expectativa é que o programa possa se expandir para outras comunidades indígenas do Estado, que contemple não apenas a capacitação, mas aceso ao mercado e outras iniciativas neste sentido. O termo de cooperação entre as partes inclusive terá a vigência de 12 meses.