Temperaturas acima da média e baixa umidade do ar geram alerta em nova onda de calor
16 MAR 2024 • POR Heloisa Duim, Programa de Estágio Supervisionado • 18h48Nos últimos dias, mais uma onda de calor atingiu o estado e tem causado incômodo aos sul-mato-grossenses. Devido a atuação de uma massa de ar quente e seca, segundo o Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima), as temperaturas podem chegar até 40°C, com valores que sobem rapidamente ao longo do dia.
Aliado ao calorão, a atuação do fenômeno também contribui para a ocorrência de baixos valores de umidade relativa do ar, que podem variar entre 15% e 35%. De acordo com o órgão, as principais áreas afetadas pela onda de calor são as regiões Sul, Sudoeste, Sudeste e Leste do estado.
Entre as condições meteorológicas observadas pelo Cemtec na última terça-feira (12), a maior temperatura do dia foi registrada na região pantaneira de Mato Grosso do Sul, no município de Corumbá, com 38,8°C. Já o menor valor de umidade relativa do ar ocorreu em Jardim, com 26%.
De acordo com o meteorologia da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), Vinícius Sperling, o fenômeno se desenvolveu a partir de um sistema de alta pressão atmosférica sobre o Centro-Sul do país, que inibe a formação de nuvens e chuvas. Assim, os raios solares atravessam a massa de ar com mais facilidade, causando maior aquecimento de maneira mais rápida.
“Com essa alta pressão acima da superfície quente funciona praticamente como uma tampa porque você tem os ventos subsidentes, movimento de cima para baixo dentro dessa massa de ar. Então esses ventos não são favoráveis à formação de nuvens e eles comprimem o ar quente próximo a superfície”.
Segundo o médico e responsável clínico pelo Ciatox (Centro de Informação e Assistência Toxicológica), Alexandre Moretti de Lima, as altas temperaturas somam diversos perigos para a saúde da população.
“Ela vai gerar um risco de maior insolação, queimadura aguda e desidratação, principalmente na pele. Quando a gente perde líquido, perde também eletrólitos e corre o risco de sofrer arritmia cardíaca, alteração da condição cardíaca e morte”.
Além dos impactos causados pelo calor, a baixa umidade relativa do ar também afeta a qualidade de vida e pode resultar, principalmente, em doenças respiratórias e virais. “Isso impacta nas doenças respiratórias, como rinite, sinusite e às vezes até pneumonia. É um grande risco para a saúde, principalmente para a saúde respiratória. Além disso, também aumenta a chance de doenças virais. Os vírus predominam nessa situação”.
