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Com plantio de 270 mil mudas no parque do Rio Taquari, MS realiza projeto de restauração país

12 MAR 2024 • POR (João Prestes, Semadesc) • 09h10
  Divulgação Imasul

Para restaurar aproximadamente 6 mil hectares anexados ao Parque Estadual das Nascentes do Rio Taquari - com área total de 30.618 hectares -, na região norte de Mato Grosso do Sul - entre os municípios de Alcinópolis e Costa Rica -, o Governo do Estado vai plantar mais de 270 mil mudas como parte do projeto "Sementes do Taquari". A ação, realizada pelo Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), é o maior projeto de restauração de unidade de conservação do Brasil.
A previsão é de que a vegetação típica do Cerrado, aos poucos, vai começar a se erguer na área. A iniciativa ambiciosa divide-se em etapas distintas e conta com apoio de várias empresas parceiras em cada uma delas. A primeira providência foi executar ações de conservação do solo, que incluem terraceamentos e correção de voçorocas, de acordo com informações do geógrafo Rômulo Oliveira Louzada, um dos responsáveis técnicos pelo projeto. Nessa etapa as empresas parceiras que custearam os serviços foram a Ômega Energia e a Restaura Spaço Engenharia. 
No total, 29 voçorocas que comprometem aproximadamente 40 hectares serão recuperadas. Equipes de campo plantam sementes nas voçorocas para conter a perda de sedimentos. Louzada explica que as voçorocas são geralmente causadas pela combinação de chuvas intensas, falta de cobertura vegetal e práticas inadequadas de manejo do solo, resultando em um processo de erosão severa que pode levar à degradação do ambiente e à perda de terras férteis.
A etapa seguinte consiste no plantio das mudas, o que é feito pela ONG (organização não governamental) Oreades, custeada pelas empresas Cargil, ATVOS e Adecoagro. Durante o verão foram plantadas 70 mil mudas na área que recebeu o tratamento do solo e até o fim do ano, e a previsão é de que sejam plantadas mais 200 mil mudas. “São espécies do Cerrado como ipê, balsamo, angico, aroeira, sendo que 20% são plantas frutíferas para alimentar os animais silvestres, entre elas o baru, pequi, jenipapo, jatoba”, explicou Louzada.
Ao todo, o projeto pretende restaurar 6 mil hectares ocupados por pastagens e integrados recentemente ao parque com o plantio de 2 milhões de árvores. “Um projeto dessa magnitude presta uma série de serviços ambientais impossíveis de serem avaliados, como o aumento da biodiversidade, a melhora da saúde do solo e recarga dos aquíferos, além de fortalecer as relações institucionais entre o poder público, a iniciativa privada e a sociedade na busca por soluções viáveis para problemas ambientais”, pontuou o geógrafo. Monitoramento
Primeira amostra dos benefícios que o projeto traz à natureza foram registradas em armadilhas fotográficas instaladas na área que é recuperada. Dezenas de espécies foram flagradas transitando pela região - durante o dia e a noite (a maior parte) -, como antas, catetos, lobinhos, mão-peladas, tamanduás e até onças pardas.