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Mulher que matou marido pode pegar até 20 anos de cadeia em Rio Verde

2 MAR 2024 • POR Felipe Dias - Top Mídia News • 16h32
  Reprodução /Veja Folha

Aparecida Garay, de 42 anos, que matou o marido Antônio Ediezio Senarega Lopes, de 49 anos, a facadas, em Rio Verde, pode pegar uma sentença de até 20 anos de cadeia, segundo o Ministério Público.

Ela deve ser indiciada por homicídio simples, que é quando o autor tira a vida de uma pessoa de forma intencional, sem qualificadores que aumentam a pena. A condenação para o crime é a reclusão de seis a 20 anos, segundo artigo 121 da norma penal.

No entanto, conforme legislação, caso o juiz entenda que Aparecida cometeu o crime sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima, a pena pode ser reduzida de um sexto a um terço.

Em defesa, Aparecida afirma que era constantemente agredida e ameaçada de morte pelo companheiro. Ela relata que matou o marido após ser estrangulada e enforcada por ele.

Os advogados da mulher chegaram a requerer a revogação da prisão preventiva, porém foi negada. Segundo eles, Aparecida cometeu o crime durante agressões, podendo responder o processo em liberdade.

Conforme os advogados, Aparecida fugiu por medo de represálias e por temer pela vida dela e do filho. Ela teria utilizado o trator para pedir ajuda na fazenda vizinha, porém, quando percebeu a presença de carros, escondeu-se no pasto, sem saber que se tratava da polícia.

O crime

Aparecida é acusada de matar o marido a facadas na noite deste sábado (24), na Fazenda Primavera, na região da Serra da Alegria, cerca de 50 quilômetros de Rio Verde de Mato Grosso. O crime foi denunciado pelo gerente da propriedade, que ligou para a polícia.

Os policiais foram até o local e encontraram o corpo de Antônio em uma das varandas da casa sob uma poça de sangue. Ele apresentava uma perfuração na altura do peito.

Apesar da chuva intensa, os policiais militares e civis seguiram os rastros do trator e o encontraram abandonado próximo a uma vegetação densa. Aparecida estava escondida na mata, deitada no chão junto ao filho de 18 anos.

Segundo informações policiais, a mulher confessou que deu uma facada no marido, após terem discutido e Antônio a ter agarrado pelo pescoço. Ela se apossou de uma faca e desferiu um golpe contra o peito do marido que, ferido, deu alguns passos e caiu na varanda.

Durante prisão, mãe e filho apresentaram versões desconexas, o que levou a polícia a acreditar, em um primeiro momento, de que ambos haviam cometido o crime. Os dois chegaram a receber voz de prisão, porém, Aparecida confessou ter cometido o crime sozinha.

Segundo ela, o jovem estava dormindo quando matou o marido, não presenciando o crime. Ele foi incluído no inquérito apenas como testemunha.

A Polícia Cientifica de Coxim foi acionada e realizou os procedimentos no local do crime para dar continuação à investigação do homicídio. O corpo foi encaminhado para o Imol (Instituto Médico Odontológico Legal) e será posteriormente liberado para sepultamento. O caso é investigado.