Logo Diário do Estado

Segurança Pública realiza congresso na Capital

13 AGO 2015 • POR • 09h04

A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), através da Coordenadoria Geral de Policiamento Aéreo (CGPA), realizou ontem (13), em Campo Grande, o III Congresso de Capacitação de Recursos Humanos para Identificação de Concorrência Desleal, Contrabando e Tráfico de Drogas.
O objetivo do Congresso foi disseminar entre os servidores da Segurança Pública e dos órgãos fiscalizadores, conhecimento e práticas para a execução de ações seguras no enfrentamento a esses tipos de crimes, visando reduzir o número de ocorrências bem como os prejuízos causados ao Estado e o País.
A abertura do evento foi realizada  com a presença do secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Sílvio Maluf. Às 9h30 foi realizada uma demonstração com helicóptero, do trabalho que a CGPA realiza no combate a ilícitos na fronteira de Mato Grosso do Sul.
“Simulamos o patrulhamento aéreo com abordagem de um veículo suspeito, sendo que a aeronave fez um pouso ao lado do local do evento e dela desembarcaram dois tripulantes, que eram policiais e fizeram a abordagem e revista ao veículo. Em seguida embarcaram e o helicóptero decolou, retornando em seguida para uma demonstração da utilização do rapel em abordagens”, explicou o coronel Osnei Nazareth Duarte, coordenador da CGPA e organizador do evento.
Prejuízos do crime
Dados da Sejusp apontam que de janeiro a junho do ano passado foram apreendidas em Mato Grosso do Sul mais de 87 toneladas de drogas e, no mesmo período deste ano, esse número superou 120 toneladas, o que representa um aumento de mais de quase 40%. Já as apreensões de cigarros contrabandeados aumentaram mais de 234%. De janeiro a junho de 2014 foram pouco mais de 188 mil pacotes, no mesmo período de 2015 esse número saltou para 629 mil.
De acordo com o Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteira (Idesf), no Brasil, o prejuízo com o contrabando e descaminho nas fronteiras supera os R$ 100 bilhões por ano. O ranking é liderado por cigarros (67%), seguido de eletrônicos (15%), produtos de informática (5%) e vestuários (3%). Os prejuízos com perfumes e produtos de beleza contrabandeados são de 2%. (Notícias MS)