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Comerciante que atropelou e matou idosa paga fiança de R$ 5 mil e é solta

27 NOV 2023 • POR CGNews • 14h36
  Juliano Almeida/CGNews

A comerciante Ana Paula da Silva Giacomeli, de 35 anos, que atropelou e matou Renilda Aparecida Paim da Silva, de 62 anos, passou por audiência de custódia no último sábado (25) e foi solta após pagar fiança de R$ 5 mil. O acidente aconteceu na tarde de quinta-feira (23), na Rua Santo Augusto, Jardim Vida Nova, em Campo Grande.

Ana Paula foi presa em flagrante pelo crime de homicídio culposo. A mulher não tem Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e teria pego o carro escondido do marido para ir ao salão de beleza no Bairro Nova Lima, região onde moram.

Em depoimento, a comerciante afirmou que não viu a motocicleta Honda Biz conduzida por Renilda pois estaria em um ponto cego do carro. Segundo o relato de Ana Paula, após atingir a vítima, ela desceu do carro para prestar socorro e acionou o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar.

A comerciante contou ainda que conhecia a vítima e avisou seus familiares assim que o acidente aconteceu. Ana Paula afirmou que o socorro demorou para chegar e que a idosa desmaiou meia hora após o acidente.

No sábado (25), a comerciante passou por audiência de custódia e o juiz Eduardo Eugênio Siravegna Junior concedeu a liberdade provisória mediante o pagamento de fiança no valor de R$ 5 mil e Ana Paula foi solta.

O caso - Renilda seguia pela Rua Santo Augusto sentido Bairro Tarsila do Amaral, quando ao passar pelo cruzamento com a Rua Rosa Maria foi atingida pelo carro que seguia sentido Nova Lima. A preferencial era da vítima que acabou caindo ao solo e bateu a cabeça no meio-fio. O acidente aconteceu entre 10h40 e 11h, mas a ambulância só chegou por volta das 12h20.

Após cair, Renilda chegou a pedir para que as testemunhas ligassem para sua filha e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) também foi acionado, porém, segundo a dona de casa, a equipe de socorro informou que estava sem ambulância para atender a ocorrência.

Ao Campo Grande News, a nora da vítima, mulher de 39 anos, contou que a família foi informada sobre o acidente por volta das 11h e então ela foi até o local. "Cheguei ela tava pedindo para ligar para o filho dela e para tirarmos o capacete. Liguei para o socorro mais de 30 vezes e eles diziam que não tinham viatura", pontuou. Ela então decidiu ir até o Batalhão da Polícia Militar na região onde pediu ajuda. 

"Eles me disseram que não podiam fazer nada, mas um deles me levou na sala de rádio e então acionou o socorro urgente. Depois, eu decidi ir até a casa de uma amiga que é enfermeira, mas no meio do caminho meu marido ligou e disse que ela não tinha resistido", descreveu a mulher que preferiu não se identificar.

Com a informação da morte da sogra, ela decidiu voltar ao local do acidente e então ligou novamente para o Corpo de Bombeiros. "Eles chegaram por volta das 12h20 e fizeram a reanimação, mas ela não resistiu. Ficou aqui 1h30 esperando socorro", relatou a nora da vítima.

Equipes das polícias Civil e Militar foram acionadas e isolaram o local até a chegada da Perícia. De acordo com a PM, a condutora do carro não tinha Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e foi levada para a delegacia para prestar esclarecimentos.

Demora no socorro - Renilda foi socorrida 1h30 depois do acidente. A reportagem acionou a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) para confirmar a falta de ambulância. Em nota, a Secretaria disse que não foi informada sobre a falta de ambulância ou veículo de socorro. Além disso, que o tempo de espera foi cerca de 30 minutos.

“Cabe ressaltar que em momento nenhum foi informado que não havia viatura disponível para atendimento da vítima, e que, entre o primeiro chamado e o momento que a central do SAMU foi informada sobre o óbito, o tempo decorrido foi bem inferior ao informado pela família, não ultrapassando 30 minutos.”