Levy diz que governo assumiu custo político para país crescer
6 AGO 2015 • POR • 09h08O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, defendeu ontem (5) a reforma fiscal proposta pelo governo e reafirmou apoio à presidente Dilma Rousseff pelo custo político que tem assumido em consequência dos ajustes econômicos. “O ajuste fiscal é ferramenta indispensável para o Brasil voltar a crescer”, disse.
“O Brasil precisa de reformas rápidas, mas que não procurem conter populismos fáceis ou ilusões débeis”, alertou, ao participar do seminário Novo Ciclo do Cooperativismo de Crédito no Brasil, promovido pelo Banco Central, em Brasília.
“O governo e a presidente assumiram a responsabilidade e o custo da popularidade de fazer o que é necessário para o Brasil retomar o crescimento”. Levy destacou, entre as mudanças em andamento, o projeto para melhorar a logística do país e os ajustes necessários a serem feitos nos benefícios previdenciários.
O ministro disse que a presidente Dilma assume esse custo de adoção das medidas “sem temor”. E acrescentou: “[A presidente Dilma] sabe que [o custo] é importante [porque significa] assumir a responsabilidade [decorrente] da eleição pelo voto popular”.
De acordo com o ministro da Fazenda, a responsabilidade envolve o compromisso “de tomar as medidas necessárias mesmo que não antevistas”.
“Temos que ter essa capacidade de responder [à crise]”, destacou.
Levy disse que o “ajuste fiscal não provocou a desaceleração da economia: a desaceleração vinha de algum tempo, inclusive os economistas [acreditam] que a recessão do Brasil vem de 2014”.
