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IAAF se defende de acusações sobre doping

3 AGO 2015 • POR GE • 08h38

O atletismo mundial se encontra em um momento de questionamentos sobre o doping depois de uma reportagem publicada domingo pelo jornal inglês “Sunday Times” e pela emissora alemã “ARD/WRD”. Um dia depois, em entrevista à agência de notícias Reuters, o presidente da IAAF, Lamine Diack, saiu em defesa do trabalho realizado pela entidade diante das acusações de que teria encoberto possíveis atletas dopados no período entre 2001 e 2012, envolvendo 146 medalhas em mundiais e olimpiadas, sendo 55 delas de ouro.

As suspeitas recaem sobre a IAAF faltando poucos dias para a realização do Mundial de Atletismo, em Pequim. A reportagem não revela qualquer doping, mas diz que 800 testes foram considerados anormais por especialistas consultados pelas publicações.

- Há alegações, mas sem evidências. Vamos investigar seriamente isso porque dizer que no atletismo, entre 2001 e 2012, não fizemos o nosso trabalho com os testes é motivo para rir - afirmou Diack, que deixará a presidência da IAAF este ano para dar lugar ao inglês Sebastian Coe ou ao ucraniano Sergei Bubka na eleição marcada para o dia 19.

Presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach disse nesta segunda-feira que conversou com Craig Reedie, que comanda a Agência Mundial Anti-Doping (WADA). Ele confia em ma séria investigação sobre a suspeita. No entanto, deixou claro que é preciso apurar os fatos antes de condenar.

- Não sei detalhes das alegações. Quais atletas e competições foram afetados. Se houver casos envolvendo os Jogos Olímpicos, o COI vai agir como tolerância zero como é habitual. Mas por enquanto não temos nada além de alegações e respeitaremos a presunção da inocência - afirmou Bach, em Kuala Lumpur, durante a reunião da entidade.