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Após autorização da Anvisa, pesquisa clínica com Car-T Cell no Brasil deve começar em semanas

28 SET 2023 • POR (Dirceu Martins, EPTV e g1 Ribeirão) • 08h48
  Arquivo Pessoal

O ensaio clínico com o CAR-T Cell, técnica inovadora que combate o câncer no sangue, deve começar no Brasil nas próximas semanas. A previsão foi passada pela Fundação Hemocentro de Ribeirão Preto (FUNDHERP), local escolhido para iniciar os estudos, nesta quarta-feira (27), um dia após a autorização da Anvisa.  Segundo a Anvisa, os estudos estão em fase clínica inicial. O objetivo é avaliar a segurança e a eficácia no tratamento de pacientes com leucemia linfoide aguda B e linfoma não Hodgkin B, recidivados e refratários, em casos de reaparecimento da doença ou de resistência ao tratamento padrão (entenda mais abaixo sobre a técnica). A seleção dos 81 pacientes que passarão pelo estudo também será realizada nos próximos dias, a partir de solicitações de médicos. "A seleção propriamente dita ainda não começou, deve começar logo e vai ser feita mediante a solicitação pelos médicos do paciente, que vão entrar em contato conosco para tentar incluir nesse estudo os pacientes deles. É importante que sejam os médicos, porque há várias questões técnicas que os pacientes não saberão informar", explica de Santis.
Pacientes que desejam obter outras informações podem entrar em contato pelo e-mail: terapia@hemocentro.fmrp.usp.br
A Anvisa autorizou nesta terça-feira (26) a Fundação Hemocentro de Ribeirão Preto, em parceria com o Instituto Butantan, a realizar o ensaio clínico no Brasil com o CAR-T Cell, a técnica que combate o câncer no sangue com as próprias células de defesa do paciente modificadas em laboratório.
"A aprovação desse ensaio clínico é parte de um projeto inovador de colaboração regulatória entre a Anvisa e pesquisadores e desenvolvedores brasileiros. O objetivo é impulsionar o desenvolvimento de produtos de terapias avançadas disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS)", escreveu a agência. A Anvisa e os patrocinadores fizeram reuniões periódicas e discussões de dados e elaboração de documentos técnicos e regulatórios, que foram submetidos continuamente "com inteira dedicação e prioridade por parte da equipe técnica da Agência", afirmou.
Foram 104 dias de avaliação documental realizada pela agência e 144 dias de respostas às exigências trabalhadas pela FUNDHERP.
Pacientes, como Paulo Peregrino, que teve remissão total do câncer, passaram pelo tratamento de forma "compassiva", ou seja, por meio de uma autorização da Anvisa, de forma individualizada, para pessoas que já tinham esgotados todos os tratamentos aprovados possíveis.