Mato Grosso do Sul adere a programa nacional de fortalecimento da igualdade racial
27 JUL 2015 • POR Notícias MS • 09h45Para fortalecer o modelo de sociedade igualitária e sem racismo, o Governo de Mato Grosso do Sul aderiu ao Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Sinapir). A adesão aconteceu nesta segunda-feira (27), na governadoria, com a presença do governador Reinaldo Azambuja e da ministra-chefe da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (Seppir), Nilma Lino Gomes.
Dentro do sistema, o Estado terá acesso aos recursos financeiros do Governo Federal, por meio de chamadas públicas, para desenvolver a política de igualdade racial. Este ano, segundo a ministra Nilma, serão disponibilizados cerca de R$ 4,5 milhões para projetos em todo o Brasil. Entretanto, somente municípios e estados que possuem coordenadoria e conselho de Direitos do Negro podem ter acesso aos recursos.
“Estados e municípios podem enviar projetos na área da educação; ligados a empreendedorismo de comunidades negras; de organização da infraestrutura dos órgãos da promoção da igualdade racial, ou seja, uma gama de ações para (…) tornar a sociedade igualitária, democrática e sem racismo”, disse a ministra.
Mato Grosso do Sul é o quinto estado brasileiro e o primeiro do Centro-Oeste a fazer parte do programa, que teve início em abril deste ano com a “Caravana Pátria Educadora pela Promoção da Igualdade Racial e Superação do Racismo”. Dos 79 municípios do Estado, apenas Corumbá e Bataguassu possuem coordenadoria municipal de Promoção de Igualdade Racial e um Conselho de Direitos do Negro e foram as duas únicas cidades a aderir ao programa.
“Agora, nossa responsabilidade é poder qualificar mais gestores para que, no próximo ano, outros municípios estejam aptos a aderir ao programa”, afirmou a vice-governadora e secretária de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho, Rose Modesto. “O governo tem que ter a marca da oportunidade e não podemos abrir mão dessa chance”, completou. O governador Reinaldo Azambuja destacou a importância da ação do Governo Federal e disse que o sistema “amplia nos estados uma política pública de combate à discriminação, ao racismo e aos preconceitos que infelizmente existem no século XXI”.
