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Não sei por que atiraram nele’, diz jovem que estava no carro com morto pela PM na Gunter Hans

15 AGO 2023 • POR (Ari Theodoro e Thatiana Melo) • 09h39
  (Henrique Arakaki, Midiamax)

Uma das jovens que estava no veículo Celta, de cor prata, que era conduzido por Gabriel Rojas Luna, de 23 anos, morto em uma troca de tiros com a Polícia Militar, na Avenida Gunter Hans, em Campo Grande, na manhã desta segunda-feira (14), disse não saber ao Jornal Midiamax o por que dos tiros. A jovem relatou que, eles estavam voltando de uma festa quando a polícia mandou que parassem, e Gabriel teria segundo ela acatado a ordem dos militares parando o veículo e já descendo em seguida com as mãos na cabeça. “Não vi arma nenhuma no carro”, disse a jovem. “Não sei por que atiraram nele”, disse a jovem que estava no carro com mais outras duas garotas, sendo uma delas menor de idade. Ela contou que após os tiros começaram a gritar assustadas e que foram proibidas de falar com os familiares que chegavam ao local. A mãe de Gabriel, Rosana Rojas, de 42 anos, contou que achou que o filho havia sofrido um acidente e quando chegou ao local, ele estava morto depois de ser atingido por pelo menos dois tiros. Segundo Rosana, o filho trabalhava como frentista em um posto de combustível e tinha saído para ir a uma festa. Na saída, ele teria dado carona para uma amiga e mais outras duas meninas, quando aconteceu a morte de Gabriel. Muito abalada, ela falou que o rapaz era trabalhador e a única passagem pela polícia foi quando brigou com o tio, onde foi registrado um boletim de ocorrência por vias de fato.  “O jovem não pode mais então sair agora para se divertir na  madrugada?”, disse Ione Cristina Ferreira Luna, autônoma,  32 anos, tia do Gabriel. Gabriel Rojas Luna, de 23 anos, morreu em uma troca de tiros com a Polícia Militar, na Avenida Gunter Hans, em Campo Grande, na manhã desta segunda-feira (14). Três garotas que estavam com ele no carro foram levadas para a delegacia. Informações repassadas são de que policiais do 10º Batalhão receberam uma denúncia de que havia um suspeito em um veículo Celta que estava armado, no cruzamento da Rua Campestre e da Avenida Gunter Hans. Ao localizarem o suspeito, foi dada ordem de parada. Nesse momento, o rapaz sacou um revólver e ocorreu a troca de tiros, sendo que o suspeito foi atingido por dois tiros. A viatura Ursa do Corpo de Bombeiros foi acionada para o local, mas o homem morreu antes de ser socorrido.  No carro estavam três garotas, sendo uma maior de idade e outras duas adolescentes. Elas foram levadas para a delegacia do Cepol para prestar depoimento.