MS já tem uma espécie regionalmente extinta e cinco estão em perigo crítico de extinção
4 AGO 2023 • POR (Midiamax) • 09h06A fauna de Mato Grosso do Sul ganhou contornos até então difíceis de se mensurar com a plataforma Salve (Sistema de Avaliação do Risco de Extinção da Biodiversidade), lançada pelo ICMBio na última quarta-feira (02).
Conforme os dados, o Estado tem uma espécie conhecida que já está regionalmente extinta: a arara-azul-pequena. Além de MS, a Anodorhynchus glaucus está listada também como extinta no Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
A plataforma também traz um dado alarmante. Cinco espécie, entre aves, invertebrados e peixes estão classificados como "criticamente em perigo". São eles: Piracanjuba (peixe), aracuã (ave), Ituí-maraúna (peixe), Girardia multidiverticulata (invertebrado) e Loricaria coximensis (peixe). O Ituí é um peixe extremante raro e os três espécimes conhecidos foram coletados no rio Paraná, em 1965, durante a construção da barragem da Usina Hidrelétrica de Ilha Solteira - na divisa entre São Paulo e MS.
Por viverem aparentemente na calha, a parte mais profunda do rio, os peixes só foram capturados porque estavam em uma área que se tornou seca após a construção de uma barragem provisória (denominada ensecadeira) para fechar uma parte do rio em que seria executada parte da obra.
Os animais foram depositados no acervo do Museu de Zoologia, mas apenas em 1998 a espécie foi formalmente descrita, com base em sua anatomia externa, pelo pesquisador Mauro Triques.
Além disso, Mato Grosso do Sul também possui catalogado 17 espécies em perigo e 32 em estado de vulnerabilidade, sendo que 4 deles são 'exclusividade' de MS - o Cascudo-cego (peixe), Megagidiella azul (invertebrado), Mão-vermelha-do-chaco (anfíbio) e o Bagrinho-cego-da-serra-da-Bodoquena (peixe).
