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Entenda por que execução do estudante Matheus Coutinho se tornou maior júri da história de MS

19 JUL 2023 • POR Renata Portela - Midiamax • 08h45
  Nathalia Alcântara, Midiamax

O julgamento de três réus pela morte de Matheus Coutinho Xavier, de 20 anos, em abril de 2019, em Campo Grande, é considerado o maior da década e até da história em Mato Grosso do Sul. Com ao menos quatro dias de júri, Jamil Name Filho, o ex-guarda municipal Marcelo Rios e o policial civil aposentado Vladenilson Olmedo respondem pela morte do estudante, que teria sido executado por engano no lugar do pai.
Investigações policiais e a denúncia apresentada pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) apontam que Matheus foi morto por engano. O pai, capitão reformado da PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul) Paulo Roberto Teixeira Xavier, seria o alvo dos pistoleiros. 
Paulo Xavier, conhecido como PX, teria familiaridade com a organização criminosa que segundo as investigações seria chefiada pela família Name. São Jamil Name, que morreu durante o decorrer do processo, e o filho, Jamil Name Filho.
Após a morte de Matheus, o esquema criminoso foi revelado e resultou em diversas fases da Operação Omertà. O que restou identificado foi um grupo criminoso armado, que atuava conforme interesse das lideranças. Para isso, agentes da Segurança Pública de Mato Grosso do Sul eram cooptadas para integrar a organização.
Para o MPMS e a Polícia Civil, a família Name era líder do grupo. Na denúncia do caso Matheus, a descrição sobre a família é de que atuava com prática de crimes motivados por questões pessoais e financeiras, com a morte dos rivais. Tudo para garantir a proteção dos negócios da família.
 

O que aconteceu no dia do crime
Antes do crime, Eurico, um ‘hacker’, passou a monitorar Paulo Xavier. No dia do crime, atendendo às determinações dos mandantes, Juanil e Zezinho se armaram com fuzil AK-47 e, em um Onix, seguiram até a casa de PX.
Eles aguardavam a saída do policial na Rua Antônio Vendas, no Jardim Bela Vista, naquele dia 9 de abril de 2019. O que os pistoleiros não contavam é que, quem saía na caminhonete S10 branca naquele momento era o filho de Paulo Xavier, Matheus Coutinho, estudante de Direito de 20 anos.
Os pistoleiros se aproximaram e atiraram várias vezes contra o motorista da S10. Matheus ainda foi socorrido pelo pai, mas morreu a caminho do hospital. A perícia identificou que Matheus morreu com 7 tiros de fuzil.