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Pedreiro que matou rapaz durante conversa com amigos é absolvido

20 JUN 2023 • POR CGNews • 17h49
  José Paulo durante julgamento nesta terça-feira onde foi absolvido. (Marcos Maluf/CGNews)

O pedreiro José Paulo de Souza Marques, 32 anos, acusado de matar a tiros Lucas Nery Valenzuela sentou no banco dos réus da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande nesta terça-feira (20) e acabou absolvido. O crime aconteceu em 9 de agosto de 2015, na Rua Anselmo Selingardi, Bairro Parque do Lageado, enquanto a vítima conversava com amigos.

O crime aconteceu por volta das 18h45 daquele dia. Lucas conversava com amigos em uma roda de tereré, quando o autor chegou com outra pessoa em uma motocicleta e efetuou diversos disparos contra a vítima. O rapaz chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no Hospital Regional Rosa Pedrossian.

Na denúncia o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), alegou que o crime foi cometido por motivo torpe, pois antes a vítima teria comentado na rede social do irmão do autor que teria “ido tarde”. O rapaz havia sido vítima de homicídio. Com isso, José “impelido pelo ódio vingativo”, matou Lucas.

José Paulo se apresentou na delegacia cinco dias depois e confessou ter sido o autor do homicídio. Em depoimento, ele disse que conhecia Lucas desde setembro de 2014 e que a vítima passou a persegui-lo, pelas redes sociais, dizendo que depois do irmão o pedreiro seria o próximo morto.

O acusado alegou que as mensagens ameaçadoras foram enviadas em grupos de Whatsapp junto com a afirmação de que o irmão do pedreiro “teria ido tarde” e que decidiu matar Lucas no dia do crime, quando estava em uma conveniência e foi avisado pelos “meninos da vila” para tomar cuidado.

Ainda de acordo com o relato do autor, ele já havia ingerido bebidas alcoólicas e tinha ciência de que Lucas poderia matá-lo por isso, foi até sua casa onde pegou o revólver calibre 38 e quando encontrou a vítima e efetuou um disparo contra ela.

A defesa do rapaz chegou a alegar durante o julgamento que o réu agiu sob o domínio de violenta emoção e pediu a absolvição genérica, assim como o afastamento da qualificadora. O Conselho de Sentença, por unanimidade, não reconheceu a autoria do crime, mesmo o José tendo confessado e decidiu por absolvê-lo. A sentença é assinada pelo juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida.