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Greve paralisa agências do INSS em 19 estados, diz sindicato

8 JUL 2015 • POR • 08h36

Servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) entraram ontem (7) em greve por tempo indeterminado. Eles reivindicam reajuste salarial de 27,5% e melhores condições de trabalho.
De acordo com a Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (Fenasps), funcionários de 19 estados aderiram à paralisação. A entidade avalia que 70% dos servidores nesses estados estejam parados. 
Para Márcio Villano Bottini, diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Previdência no Estado de São Paulo (Sinsprev), a estimativa inicial é que 80% das agências amanheceram fechadas no estado. Segundo ele, o reajuste de 27,5% representa o cálculo da inflação acumulada desde 2010.
A proposta do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão é reajustar em 21,3%, de forma parcelada, até 2019 (5,5% em 2016, 5% em 2017, 4,75% em 2018 e 4,5% em 2019), foi rejeitada pelos trabalhadores.
Segundo o sindicato, os demais  pleitos dos  empregados  também não   seriam  contemplados  pela   proposta. “Precisamos de concurso  público, pois falta  muito   funcionário  para atender adequadamente a  população. Queremos mais  investimento. Temos agência  sem tinta de impressão e papel para imprimir coisas básicas para os segurados. Isso é fundamental para a população”, disse Márcio.
Márcio afirmou que os servidores também estão descontentes com um plano de metas que amplia a jornada de trabalho de 30 horas semanais. ”Com o número de servidores reduzido, fica difícil cumprir as metas.  Quem não cumpre,  pode  perder as 30 horas e ter de trabalhar até 3 horas a mais por dia”, esclareceu.