Coxim e São Gabriel participarão de projeto-piloto do Ministério da Saúde
19 MAI 2023 • POR (Ministério da Saúde) • 15h12Duas cidades da Região Norte de Mato Grosso do Sul fazem foram escolhidas com mais outras dez para participar do projeto-piloto do Ministério da Saúde, que usa armadilhas ovitrampas para monitorar a infestação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chichikungunya.
A técnica simula vasos de planta para atrair os insetos. A ideia é fazer com que os mosquitos fêmeas depositem os ovos no pote e torne a análise das equipes de saúde mais eficiente.
Coxim e São Gabriel farão parte desse experimento, além de Três Lagoas, Naviraí, Aral Moreira, Amambai, Deodápolis, Maracaju, Caarapó, Ponta Porã, Aquidauana, e Laguna Carapã. O método não é novidade, mas a abrangência sim.
De acordo com o Ministério, o objetivo é que as cidades consigam executar ações para eliminar todas as possibilidades de proliferação vetorial nas áreas trabalhadas. O estudo denominado “Projeto de Vigilância Entomológica com Armadilhas de Oviposição (Ovitrampas)” também disponibiliza um sistema on-line para inserção dos dados das capturas, o que possibilita a criação de mapas de calor e híbrido, que apontam a situação epidemiológica dos municípios.
O estado foi selecionado por estar entre as regiões com maior incidência de dengue e maior número de óbitos no País. Nesta terça-feira (10), Mato Grosso do Sul registrou mais três mortes pela doença, nos municípios de Juti, Mundo Novo e Dourados, ao todo, são 22 óbitos no Estado. Os dados são do último boletim epidemiológico da SES (Secretaria Estadual de Saúde).
Dengue - De acordo com a última cartilha, que retrata o cenário epidemiológico no país, feita pelo Ministério da Saúde, a região Centro-Oeste está na lista de “Maior incidência e maior número de óbitos". Em Mato Grosso do Sul, são 500 casos por 100 mil habitantes. Os dados são do Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação). No Estado, são 39.471 casos em análise, 21.161 casos confirmados e 16 óbitos em investigação, o que indica que o número de mortes pelo vírus pode ser superior ao número confirmado.
