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Governo assume quarentena de peixes do Aquário do Pantanal 

2 JUL 2015 • POR • 09h58

O Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, por meio do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) assumiu na terça-feira (30), a manutenção de todos os exemplares da de peixes que estão em quarentena à espera da conclusão do Cepric (Centro de Estudos e Pesquisas da Ictiofauna Pantaneira), popularmente conhecido como Aquário do Pantanal, cujas obras ainda estão em conclusão.
“É uma readequação do projeto como um todo, que foi concebido para parte dele ser feito na quarentena e outra parte no Aquário. Como nós não conseguiríamos (seguir) cronograma em novembro deste ano fica prejudicado o trabalho cientifico. A partir de agora vamos fazer uma readequação para que tenhamos um novo projeto de pesquisa e depois então destinar esses peixes ao Aquário”, explicou na tarde de hoje o diretor de licenciamento ambiental do Imasul, Ricardo Eboli.
Acompanhado de técnicos do governo estadual, Eboli recebeu imprensa e deputados estaduais que compõem a comissão de acompanhamento das obras do Aquário do Pantanal, para uma visita ao local onde os peixes estão sendo mantidos em quarentena.
“O Governo do Estado manterá esses peixes pelo período que for necessário, porque haveria um prejuízo maior devolvê-los ao rio e iniciar todo um novo processo de captura e quarentena. A postura do governo é de respeito à população e ao recurso público”, disse Ricardo durante a visita.
A partir de agora, o Imasul assumirá a manutenção dos peixes da quarentena até que a obra do Aquário do Pantanal seja concluída, decisão tomada para a contenção dos gastos públicos e também por recomendação dos consultores.
Para garantir a sobrevivência e bem estar dos espécimes em quarentena, o Imasul vai melhorar a estrutura atual, suprindo deficiências técnicas que porventura sejam detectadas. Técnicos do Instituto e de outros órgãos do governo vão realizar um inventário da quantidade de peixes coletados, mantidos e que, por ventura, não tenham resistido, bem como dos equipamentos existentes e de eventuais adequações que precisem ser feitas nas instalações.
Todo o trabalho de manutenção e manejo dos peixes na quarentena será feito tendo como base as orientações da avaliação técnico-científica dos especialistas do Cepta (Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Peixes Continentais) e da Unesp (Universidade Estadual de São Paulo).