Deputado descarta solução política e diz que fazendeiros devem se defender
1 JUL 2015 • POR • 09h27Os próprios políticos já não acreditam mais em uma solução, nesta seara, para os conflitos entre índios e fazendeiros em Mato Grosso do Sul. Entre sugestões que incluem até prender autoridade federal, o entendimento é de que os ruralistas devem defender as terras à própria sorte.
Durante reunião entre políticos e fazendeiros, na manhã de segunda-feira (29), na Assomasul (Associação dos Municípios de MS), o deputado estadual Zé Teixeira (DEM) disse ter conversado com vários colegas sobre o assunto. Chegou à conclusão de que “não se acredita que vai resolver politicamente” os conflitos.
Por isso, orientou o parlamentar, “um produtor que ajude o outro” a defender suas propriedades. Aliás, a própria questão de propriedade é alvo do embate – fazendeiros dizem ter a posse da terra, pelas quais cobram indenizações para deixar as áreas que julgam invadidas, enquanto os índios classificam de ‘retomadas’ do próprio território as ações.
“Já vi produtor ser morto a paulada, a facão, e ninguém ser preso”, disse Teixeira a uma plateia que incluía membros da bancada federal, fazendeiros e prefeitos do cone sul do Estado, área onde o conflito ficou tenso na semana passada, inclusive com o envio de tropa da Força Nacional. “Esqueçam uma decisão política”, continuou o parlamentar: “os produtores é quem têm que defender o que é deles”, emendou o demista.
O deputado estadual Eduardo Rocha (PMDB) comprometeu-se a avaliar, na Assembleia Legislativa, a possibilidade de apresentar requerimento para que a PGE (Procuradoria Geral do Estado) ou o próprio Judiciário atue na questão. Neste sentido, com pedido de prisão do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, caso haja mortes decorrentes dos conflitos por terra no cone sul.
Segundo o peemedebista, seria uma forma de pressionar o governo federal a solucionar o problema. Atualmente, completa, a União “fica empurrando com a barriga” a questão – já houve entendimentos no sentido de indenizar fazendeiros, que até agora não saíram do papel.
