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Contraceptivos herdados do Ministério da Saúde foram parar no lixo em MS

3 MAI 2023 • POR CGNews • 17h46
  (Divulgação)

De acordo com a Secretaria de Saúde do Estado (SES) Mato Grosso do Sul foi necessário descartar medicamentos contraceptivos, enviados pelo Ministério da Saúde no final de 2022. O Governo do Estado justifica que o prazo para uso era muito curto, com vencimento em fevereiro de 2023.

Questionada sobre a quantidade de lotes que foram parar no lixo, a assessoria não deu detalhes: "Temos o registro do todo, mas uma parte foi dispensada. Não temos como fazer essa separação agora".

Também não foi informado o valor do estoque, apenas que vieram de lotes comprados pela gestão do antigo Governo Federal, do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A secretaria esclarece que a distribuição dos medicamentos depende da demanda solicitada por cada município e devido ao prazo curto de validade, faltando apenas 60 dias para o vencimento, foi necessário fazer o descarte.

Nacionalmente, a atual gestão do Ministério da Saúde culpa o governo anterior pelo acúmulo de produtos com validade curta. Integrantes da pasta dizem que diversas compras foram feitas sem planejamento e não houve esforço em entregá-las dentro do prazo.

O ministério afirma que recebeu da gestão passada cerca de 160 milhões de itens com validade expirando de janeiro a julho. Os produtos valem R$ 981,8 milhões, segundo a pasta.

O ex-ministro da Saúde Marcelo Queiroga disse à Folha que as áreas técnicas eram responsáveis pelas compras e negou ter faltado empenho para a entrega de vacinas e produtos como anticoncepcionais.

O ministério ainda guarda cerca de 7,1 milhões de frascos de imunizantes de diversas doenças com validade até o fim de julho, sendo 4 milhões da vacina meningocócica, que protege crianças contra a meningite. Cerca de 900 mil frascos de vacinas da Covid, com cinco doses cada, estão no mesmo estoque.