Governo traça metas para uma ferrovia competitiva
24 JUN 2015 • POR • 10h29Após anunciar a criação do ‘Pacto pelo Desenvolvimento da Rede Ferroviária’ com a empresa Rumo ALL, no último dia 11 de junho, o Governo do Estado se reuniu novamente na manhã de segunda-feira (22) com a empresa para a apresentação e discussão do Pacto. O encontro foi realizado na governadoria com a participação de representantes da bancada federal.
Durante o encontro foram apresentados os estudos e as condições da ferrovia que o Grupo Cosan (Rumo Logística) herdou com a fusão com a América Latina Logística (ALL). Além disso, foi estipulado um prazo de 60 dias para apresentação de um projeto. “No dia 24 de agosto vamos apresentar os investimentos necessários e os passos que daremos para que Mato Grosso do Sul tenha uma ferrovia competitiva e viável”, disse o governador Reinaldo Azambuja.
Ainda segundo ele, o mais importante é que o estudo irá mostrar a cada parceiro o compromisso de cada um, ou seja, do Governo Federal, da bancada, da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), do Estado e da Rumo ALL com a iniciativa privada.
A previsão é de que a Rumo realize os estudos de investimentos e o Estado faça o licenciamento ambiental de alguns trechos que necessitem de desapropriação para retificação do traçado da ferrovia.
Para o presidente da Rumo, Júlio Fontana, ferrovia só existe se há demanda e Mato Grosso do Sul é um estado sempre viável para a empresa, pela economia forte. “A única questão é que atualmente temos um problema geográfico de concentração de carga no sul do Estado, o que torna mais fácil e barato ir de caminhão até o Paraná e exportar pelo Porto de Paranaguá, mas se houver a possibilidade de vir para Campo Grande e usar a ferrovia que está disponível obviamente que isso será feito”, ponderou.
Ainda segundo Fontes, atualmente transporta-se celulose em maior quantidade e o transporte de minério continua sendo feito; mas o único produto que não trafega por questão de segurança é o combustível. “Pela condição da malha e não vamos colocar em risco a população nem o meio ambiente”, explicou.
