Instituto estima 1,1 mil mortes de animais em rodovias de MS
31 JUL 2014 • POR • 08h11O Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ) estima mais de mil animais mortos por atropelamento em rodovias federais de Mato Grosso do Sul no período de um ano. Pesquisadores do órgão mapearam trechos da BR-262, da BR-163 e da BR-267, de abril de 2013 até março de 2014, e encontraram 1.152 carcaças de 30 espécies diferentes, algumas em extinção.
Os dados foram divulgados no 1º encontro do Programa Eco.Estradas Pantanal, realizado na terça (29) e quarta-feira (30), em Campo Grande. A ação conta com profissionais que atuam na conservação da biodiversidade regional e no gerenciamento de rodovias. No evento, pesquisadores discutem soluções que reduzam o impacto causado pelas rodovias à fauna regional.
Ainda segundo levantamento do instituto, a BR-163 é a que registra o maior número de atropelamento de animais. De acordo com Fausto Camilote, gerente de operações da CCR MSVia, concessionária que vai administrar a rodovia pelos próximos 30 anos, alternativas como túneis de passagem ou passarelas podem reduzir o número de atropelamentos e, consequentemente o número de acidentes na via.
Segundo dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF), foram registrados 222 acidentes e seis mortes por atropelamento de animais nas rodovias federais de Mato Grosso do Sul de janeiro a dezembro de 2013. Ainda segundo dados da PRF, de janeiro a julho de 2014, foram registrados 97 acidentes e três mortes.
Região Norte
Os casos de atropelamentos de animais silvestres na Região Norte são mais comuns e constantes. Na BR-163 um leitor flagrou no mês passado uma onça parda morta à beira da estrada no trecho entre Rio Verde e Coxim. O leitor informou que possivelmente o animal estava em busca de alimento e ao atravessar a pista acabou atropelado.
Na BR-359 que liga Coxim a Alcinópolis e o Estado de Goiás a cena se repete ao longo de toda a rodovia. Os atropelamentos ocorrem com mais freqüência durante a noite e por toda a extensão da estrada há sinais evidentes com carcaças de animais espalhados na beira da via.
Vale ressaltar que não há nenhuma sinalização de advertência quando ao cruzamento de animais silvestres ao longo de toda a BR-359 desde que foi inaugurada, onde o tráfego de veículos pesados aumentou consideravelmente devido ao encurtamento da distância entre os Estados de MT, MS e GO. (Carlos Pires/G1)
