Declaração
19 JUN 2015 • POR • 08h41Como tantos meus colegas Bispos já fizeram, inclusive alguns regionais, quero manifestar o meu dissenso com o que o Governo está fazendo, querendo impor a “Ideologia de gênero” nos Planos Municipais de Educação. O que não entrou pela porta, agora pode entrar pela janela.
Contrastando a decisão do PNE (Plano Nacional de Educação), o Forum Nacional de Educação publicou, em novembro de 2014, o documento final da CONAE (Conferencia Nacional de Educação), que serviu de subsídio para a elaboração dos planos estaduais e municipais, dizendo: “A ideologia de gênero deve ser introduzida como diretriz da educação brasileira exatamente nos termos em que foi rejeitada pelo Congresso Nacional”.
O Fórum (FNE) “convoca toda a sociedade para acompanhar a implementação das deliberações da CONAE 2014”.
As metas obrigatórias do PNE, rejeitadas pelo Congresso, seriam:
Superação das desigualdades educacionais, com ênfase na igualdade racial, regional, de gênero e orientação sexual, e na garantia de acessibilidade.
Promover a diversidade de gênero.
Disseminar materiais pedagógicos que promovam a igualdade de gênero.
Executar anualmente fóruns de gênero.
Garantir condições institucionais para a promoção da diversidade de gênero.
Ampliar os programas de formação continuada dos profissionais de educação sobre gênero, diversidade e orientação sexual.
Nos nossos Municípios, graças a Deus, esta ideologia não passou.
Mas observamos o pouco envolvimento do nosso povo (começando pelos Vereadores) em acompanhar esta reflexão.
Também observamos como foi dado pouco tempo e, por isso, este trabalho foi feito quase ás pressas. Lá, de cima, alguém tinha interesse de chegar logo à conclusão.
Renovo, portanto, o meu posicionamento contrário à ideologia de gênero. Isso, porque esta ideologia tem por finalidade destruir a instituição familiar.
Nós defendemos a família como saiu da mente de Deus: um homem e uma mulher, formando uma comunidade de vida e de amor.
Dom Antonino Migliore
