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Deputado diz estranhar interesse da Energisa em se livrar de CPI

17 JUN 2015 • POR Ana Flávia Dorsa • 09h37

Presidente da suspensa CPI criada para investigar movimentações milionárias e suspeitas na Enersul, o deputado estadual Paulo Corrêa (PR) disse ontem (16), estranhar a insistência da atual controladora da concessionária, Energisa, em não ter o nome relacionado à investigação. Em parecer a ação judicial sobre o assunto, o MPE (Ministério Público Estadual) opinou pela manutenção das investigações, mas sugeriu livrar a empresa no caso.
 “Temos que esperar a decisão da Justiça, o MPE deu seu parecer, que é trâmite normal na ação. Mas, é estranho uma empresa que sucedeu a outra ficar tão preocupada para tirar o nome da CPI”, diz o parlamentar. A Energisa assumiu a Enersul em abril de 2014 e, em maio deste ano, conseguiu liminar suspendendo a CPI, aberta dias antes com base em auditoria da PwC (Pricewaterhouse Coopers) apontando irregularidades na gestão financeira da concessionária.
Ao opinar sobre o mérito do mandado de segurança impetrado pela Energisa, a Procuradoria Geral de Justiça entendeu que a CPI deve ser mantida, mas investigar somente de abril de 2014 para trás. Também concordou que o nome da atual concessionária não deve compor a denominação da comissão.
Para o relator da CPI, Beto Pereira (PDT), o parecer do MPE é positivo, bem fundamentado, deixou claro sobre o interesse público dos trabalhos da CPI e não altera os rumos das investigações. “O CNPJ continua o mesmo, então eventualmente a Energisa pode ser responsabilizada”, analisa o parlamentar.
No entanto, a CPI segue suspensa até nova ordem judicial. “O processo está maduro, agora, para o TJ decidir e a gente retomar as investigações”, diz o pedetista, esperando uma decisão de mérito para, no máximo, a próxima semana.
Em Coxim os serviços prestados pela Energisa é motivo de audiência pública que será realizada amanhã na Câmara Municipal  a fim de debater o problema social que a empresa está causando aos cidadãos que com freqüência vem reclamando de cobranças abusivas, duplicidade nas faturas entre outros motivos que tem sido apresentado pelos consumidores às autoridades competentes.