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Prédios públicos deveriam dar exemplo em acessibilidade e segurança

31 JUL 2014 • POR Rubens Dantas • 08h02

Recentemente vários empresários de Coxim dos mais diversos ramos de trabalho receberam do Ministério Público uma série de exigências para que os locais se adequassem em um prazo de 30 dias com seus alvarás, projetos de pânico e incêndio dentre outras pontuais alterações.
Com certeza, depois do incêndio da Boate Kiss houve uma mudança na postura dos bombeiros, que são os fiscalizadores e quem determinam a aptidão para as empresas continuarem funcionando através dos alvarás. Todos acompanharam o drama das famílias gaúchas e acreditam que quanto mais exigências e precauções, maior segurança será garantida à população.
Mas a população quer que essa exigência valha para todos os prédios de Coxim, não só os particulares, mas para os órgãos públicos estaduais, federais e municipais que aqui se encontram. Por exemplo, o prédio da nossa justiça, que é responsável por fazer as leis se cumprir na cidade, não dá o exemplo, não tem nenhuma acessibilidade, enfim, não dá o exemplo devido aos demais cidadãos. Já o prédio do Ministério Público não possui projeto de pânico e incêndio.
Os prédios da Prefeitura, das secretarias municipais, da Câmara Municipal, do presídio, do Hospital Regional, praças, das escolas também necessitam dessas vistorias, pois mesmo os mais leigos no assunto podem visualizar que estão fora do padrão exigido por lei. 
Empresários estão desesperados correndo atrás de fazer cumprir a lei em seus estabelecimentos caso contrária serão multados em 30 dias após notificação, mas e os órgãos públicos? Também estão sendo multados? A lei não é para todos?