É impossível sanar déficit de casas populares em Coxim
31 JUL 2014 • POR Ana Flávia Dorsa • 07h57As casas populares recém entregues à população de Coxim foi motivo de muita tensão ontem (30) pela manhã, pois, estão sendo alvo de especulações. Ontem foi um dia importante para o sistema de habitação, pois, era o último dia para que os titulares ocupassem as casas e assim todas fossem fiscalizadas.
Dizem às más línguas que umas já foram negociadas, outras ainda não foram ocupadas pelos titulares, outras trocadas por veículos, sublocadas, ou seja, que várias irregularidades estão acontecendo no processo de ocupação. Diante desses rumores o prefeito Aluízio São José declarou que abomina toda e qualquer ação praticada contra a legalidade dessa ocupação.
O prefeito informou à nossa redação que fez uma articulação bem intensa para que esse projeto de casas persistisse em Coxim, e fez o possível para colaborar com a contrapartida municipal (terrenos e fossas) que é fator determinante para a construção. Porém, os selecionados para ocuparem as residências já tinham sido selecionados e por isso permaneceu os mesmos nomes, assim como os dos suplentes.
“Em momento algum mexemos na seleção das pessoas que já haviam sido escolhidas para não dar confusão, portanto pedimos para a agencia de habitação todas as providencias para avaliar e fiscalizar efetivamente o processo e se quem ganhou esta residindo na casa”, alertou Aluisio.
Segundo o prefeito, se verificada irregularidades, será tomada todas as medidas judiciais cabíveis para que se restabeleça a ordem na ocupação das casas populares e o prefeito disse que deve haver alguns despejos e já adiantou que haverá desistências.
O prefeito disse ainda que o cadastro único para as casas populares aprovado pela Câmara e sancionado por ele não será implantado em Coxim tão cedo, pois para isso terá um custo médio de R$100 mil reais, afinal só o software teria um alto custo, sem contar outras despesas.
Aluízio fez uma pequena conta em seu bloco de anotações para comprovar à nossa reportagem a sua dificuldade na questão das Casas Populares e informou que esse sonho de abrigar os mais de 3500 necessitados é muito distante da realidade.
“Não adianta fazermos casas para cem pessoas, quando o nosso déficit é de mais de três mil famílias. É chover no molhado, pois não temos dois milhões em terrenos para dar de contrapartida”, desabafa o prefeito que lamentou a passagem dos antigos prefeitos que não providenciaram esses terrenos para gerações futuras como a atual que agora necessita desses projetos de casas.
O administrador municipal informou ter desapropriado recentemente um morador que estava em uma área pública e que esse processo é muito desgastante, mas que correrá atrás de novos projetos habitacionais, mas descartou a hipótese de sanar o problema na cidade por que a Prefeitura não dispõe de recurso para dar a contrapartida necessária.
Nota: É prazeroso realizar uma entrevista onde vemos clareza nas respostas, sinceridade na situação do nosso município. É muito mais fácil prometer com sorrisos e discursos mentirosos, principalmente nesse período de eleições quando a população está carente e necessitada. Enfrentar a realidade atrasada de dezenas de anos em vários aspectos é uma tarefa bem mais tortuosa. Não é por acaso que vemos municípios tão novos em pleno desenvolvimento e o nosso tão aquém de representantes comprometidos com nossas causas. Parabéns prefeito!
