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Para evitar acidentes, Corpo de Bombeiros orienta sobre cuidados com piscina, rios e balneários

22 DEZ 2022 • POR (Luciana Brazil - AG. Brasil) • 08h48
  MS.GOV

Na época mais quente do ano, no roteiro da diversão quase sempre tem uma piscina, onde todo mundo procura amenizar o calor. Festas de fim de ano, confraternizações e férias escolares são o motivo ideal para que rios, praias e balneários façam parte do entretenimento. Apesar das orientações do Corpo de Bombeiros, muitos afogamentos ainda acontecem neste período do ano, por isso, todo cuidado sempre será pouco.
Neste ano, entre 1º de novembro e 13 de dezembro - pouco mais de 30 dias - o Corpo de Bombeiros já atendeu 8 ocorrências de afogamento em Mato Grosso do Sul, sendo quatro delas com óbito. No ano passado, entre 1º de novembro e 31 de dezembro foram 20 ocorrências, com 6 mortes. Nos meses de janeiro e fevereiro de 2021 (1º de janeiro e 28 de fevereiro) foram 21 ocorrências por afogamento, no Estado, e cinco pessoas vieram a óbito.

Orientações
Sabendo que a cada três horas uma criança no país morre afogada dentro de casa, conforme dados da Sobrasa (Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático), o tenente-coronel do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul, Antonio Cezar Pereira, explica que crianças nunca, em hipótese alguma, devem ser deixadas sozinhas próximas de piscinas ou outros lugares com água.
“É preciso manter o contato visual durante todo o tempo que a criança estiver próxima da piscina. Inclusive, o uso de boias não exclui este contato visual. Pais precisam estar em estado de vigilância constante porque os acidentes acontecem, justamente, naqueles 30 segundos que a pessoa acredita que nada vai acontecer”, ressaltou o coronel.
O comandante alerta também as famílias que possuem piscina em casa e lembra que isolar o local é o melhor a ser feito. “É preciso criar obstáculos para evitar que a criança chegue próximo da piscina. Existem grades, lonas, cercas, e tudo isso é importante para evitar a proximidade”.
Outra dica que pode ajudar em casos de acidente é deixar objetos flutuantes dentro da piscina. “Se a criança cair, ela pode se agarrar a uma boia ou a um macarrão. Isso vale para crianças maiores que já tem um certo reflexo”, disse. 

Balneários, Praias e Rios
Curiosamente, grande parte dos afogamentos em praias e rios são de pessoas que sabem nadar, segundo o Corpo de Bombeiros.
"Geralmente as pessoas querem atravessar o rio por desafio dos colegas ou por encorajamento próprio. Isso é altamente perigoso. A pessoa acha que tem capacidade física, mas muitas vezes já ingeriu bebida alcoólica, e, além disso, rios e praias são traiçoeiros. Não se deve arriscar, mesmo que se saiba nadar. Seja no rio ou no mar, o banhista deve se lembrar que debaixo d'água podem ter galhos, buracos, anzóis de pesca, coisas que podem ocasionar o afogamento".
Nas praias movimentadas a sinalização indica o perigo da correnteza, mas em lugares mais afastados e desertos, essa sinalização pode não existir e a orientação do Corpo de Bombeiros é de alerta."Além da sinalização não ser comum nestas praias mais afastadas, o fluxo reduzido de banhistas pode ser um problema se for necessário pedir socorro. Então, não entre em mares agitados".
Outro alerta é sobre o salvamento feito nesses locais. "Em rios e praias o resgate só deve ser feito por pessoas que sabem nadar e que realmente estão preparadas para isso. Nesses casos, na maioria das vezes, a vítima tenta se agarrar na pessoa que esta tentando fazer o salvamento e os dois podem acabar se afogando. Quando não há alguém preparado para o resgate, tente jogar uma corda, uma boia ou algum objeto que flutue.  Do contrário, os dois podem morrer afogados".
Já nos clubes, o profissional salva-vidas é obrigatório, o que, segundo o coronel, ajuda na proteção, mas não impede que acidentes aconteçam. "Mesmo em clubes as crianças devem sempre estar sob a supervisão de adultos".