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HSBC anuncia que vai sair do Brasil e cortar 50 mil empregos

10 JUN 2015 • POR Veja • 09h52

O banco britânico HSBC anunciou ontem (9) que vai encerrar as suas atividades no Brasil e na Turquia. A decisão faz parte do plano de reestruturação da instituição financeira, que quer reduzir os seus ativos em 25%, gerando, assim, uma economia de 5 bilhões de dólares e um retorno sobre o patrimônio líquido de mais de 10% até 2017.
O banco também informou que cortará 50.000 postos de trabalho, sendo a metade deles das filiais do Brasil e da Turquia, e a outra metade de outras agências espalhadas pelo mundo. O objetivo da companhia agora é concentrar as atenções em operações na China, Índia e México.
No país, o banco mantém 853 agências, com 21.479 funcionários - alguns deles trabalham no Brasil para outras agências da América Latina. A filial brasileira ainda não informou o total de quantos serão demitidos no país. Entre 2011 e 2014, o banco já havia fechado cerca de 37.000 vagas de trabalho em agências distribuídas pelo mundo.
Em apresentação aos investidores, a instituição explicou que a saída do mercado brasileiro ocorre porque, para ser um dos três maiores no país, teria de multiplicar o total de ativos por seis. Outro argumento é que as exportações do Brasil (225 bilhões de dólares) são comparativamente menores que em outros mercados em que a casa seguirá com as portas abertas, como México (398 bilhões de dólares), Emirados Árabes Unidos (373 bilhões de dólares) e Índia (324 bilhões de dólares).
Enquanto arruma as malas no Brasil e Turquia, o HSBC anuncia que pretende “reconstruir a lucratividade no México”. Uma das intenções na segunda maior economia latino-americana é aproveitar as oportunidades criadas com o Acordo de Livre Comércio da América do Norte, o Nafta.
Com cerca de 168 bilhões de reais em ativos, o HSBC é o sétimo maior banco do país, de acordo com dados do Banco Central (BC). Mundialmente, o banco está envolvido em uma série de escândalos e tem apresentado fracos resultados financeiros. Em 2014, a filial brasileira do banco teve prejuízo de 247 milhões de dólares, o pior resultado entre todas as operações na América Latina. Em 2013, a instituição havia lucrado 351 milhões de dólares no Brasil e no ano de 2012 o resultado positivo havia somado 1,12 bilhões de dólares.