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Policial penal procura a polícia após ser agredido e ameaçado pelo Gibi do PCC

22 NOV 2022 • POR CGNews • 17h52
  (Marcos Maluff)

Na manhã desta terça-feira (22), um policial penal procurou a polícia após ser agredido e ameaçado por Guilherme Azevedo dos Santos, de 30 anos, o Gibi do Primeiro Comando da Capital (PCC), o caso aconteceu no Presídio de Segurança Máxima da Gameleira, em Campo Grande.

“Gibi” é considerado liderança da facção e por volta das 9h30 de hoje (22), Guilherme foi levado para ser atendido na enfermaria. Na volta,o detento não estava algemado por causa de uma tala que foi colocada na mão, no momento em que o agente ia abrir a cela, “gibi” deu um soco no rosto do policial e o segurou pelo pescoço.

Depois que foi contido pelos outros agentes, Guilherme fez ameaças contra o policial, “eu já falei que vou te matar, só não te matei agora porque o senhor me deu geral antes e joguei fora o chuncho que fiz com escova de dente, já tinha tudo na minha cabeça de furar você igual um porco”

O policial ainda ressaltou que Guilherme foi pego há um tempo atrás com cartas ameaçando servidores da segurança pública, com ameaça a bomba à delegacias e ataques a autoridades, como secretário de segurança pública. O caso foi registrado como lesão corporal dolosa e ameaça.

A carta - “Meus irmãos, pesso q vcs monitorem delegacia e arremessem dentro dos batalhões para após ser detonada trazem prejuízos e baixas de policiais. Por isso o nome mata no ninho, vamos lutar dessa forma (...) Sucesso desde já, deixo abraços a vos darei novos passos logo. Abraço do Gibi/Execução lutar contra a máquina opressora é nossa meta.”  

Trecho da carta divulgado pelo Campo Grande News no mês do junho que foi assinado por “Gibi” ou “Execução”. Segundo investigações, é a alcunha de Guilherme Azevedo dos Santos, 29 anos, considerado uma das lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC).

A comunicação foi interceptada durante revista da cela 6 do Pavilhão 1 da Gameleira, no dia 31 de maio, em Campo Grande. Era ordem de ataque às polícias Civil e Militar de Mato Grosso do Sul, com instruções sobre fabricação de bombas e como jogar nas unidades policiais. A carta foi encontrada na costura do short usado por “Execução”.

No interrogatório, o preso preferiu manter o silêncio. A Polícia Civil pediu que este flagrante fosse convertido em prisão preventiva e que ele fosse transferido para presídio federal. Já condenado em outros crimes, o decreto foi de manutenção da detenção. Sobre a transferência, ainda não houve atualização.

Antes de chegar a liderar a coordenação da “regional da Serra de Maracaju”, e atuar como mediador de conflitos dentro da facção, conforme denúncias do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), começou com receptação, violência doméstica, desacato e foi preso com Chevette carregado com 60 quilos de maconha.