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Justiça nega liberdade a lutador de jiu-jítsu

4 JUN 2015 • POR G1MS • 07h47

Justiça negou o pedido de revogação da prisão preventiva do lutador Rafael Martinelli Queiroz, de 27 anos, acusado de matar um hóspede em um hotel da capital sul-mato-grossense na noite de 18 de abril. A decisão foi divulgada nesta quarta-feira (3) no site do Tribunal de Justiça (TJ-MS).

Segundo a assessoria, a defesa do lutador alegou no pedido que o acusado não necessita permanecer preso por exercer atividade lícita, ter residência fixa e não possui antecedentes criminais. O parecer do Ministério Público Estadual (MP-MS) foi pelo indeferimento do pedido.

O juiz titular da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, Carlos Alberto Garcete de Almeida, afirmou na decisão que até o momento não ocorreu qualquer mudança nos fatos que justifique a colocação do acusado em liberdade. Almeida destacou que o crime foi “extremamente grave e possui repercussão social muito ampla”. De acordo com o magistrado, a liberdade poderia colocar em risco a ordem pública.

Almeida ressaltou que o lutador teria praticado o crime com extrema brutalidade contra uma pessoa desconhecida. Além disso, o juiz disse que o lutador demonstrou perigo no momento da prisão quando a Polícia Militar pediu reforço policial.

O crime aconteceu em um hotel na avenida Afonso Pena, no bairro Amambaí, depois de uma discussão entre Rafael e a namorada Carla Medeiros Dias, 24 anos. Segundo a Polícia Civil, o engenheiro era vizinho de quarto, não conhecia o casal e estava na capital de Mato Grosso do Sul a trabalho.

Ainda segundo a polícia, o hóspede foi morto "de graça" pelo lutador, que entrou no apartamento da vítima a procura da namorada, que tinha fugido do quarto do casal depois de ser agredida. A defesa diz que o comportamento agressivo do lutador surpreendeu a família e amigos dele.

O lutador é acusado pelo crime de lesão corporal dolosa em relação a namorada, em situação de violência doméstica, e de homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel e por recurso que dificultou a defesa da vítima e crime de resistência à prisão.

A denúncia foi recebida pela Justiça no dia 14 de maio. O lutador está preso desde o dia 19 de abril, dia seguinte ao fato, e foram feitos exames psicológicos e toxicológico no acusado.

Sem motivo
Oliveira estava hospedado no segundo andar do hotel e era vizinho de quarto do casal, que estava no apartamento 221. Ele foi morto com golpes de cadeira, depois de ter o apartamento 216 invadido pelo lutador, que procurava pela namorada.

A vítima completaria 49 anos no dia seguinte ao crime e não conhecia o suspeito, segundo a Polícia Civil. Ele foi velado e enterrado em Batatais (SP).

O delegado de Polícia Civil, Tiago Macedo, que atendeu ao caso, classificou o suspeito como bastante violento e disse que o lutador mataria quem encontrasse pela frente.