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Há 12 anos, vereador de Alcinópolis era executado na Afonso Pena antes de denunciar prefeito

24 OUT 2022 • POR Mirian Machado/Midiamax • 09h20

Ao que tudo indica, o vereador foi vítima de uma emboscada. Ele chegou no hotel e disse na recepção que alguém o esperava para almoçar. Carlos Antônio foi informado que no local ninguém o aguardava e que ali não servia almoço. Ao sair do local, ele recebeu uma ligação no celular e instantes depois foi morto ainda em frente ao hotel.

No mesmo dia do crime, dois homens, Irineu e Aparecido, foram presos e afirmaram que haviam sido contratados para matar Carlos por R$ 20 mil. Irineu teria sido visto próximo ao vereador naquela tarde. Vítima e autor estavam na calçada como se estivessem conversando, em seguida, testemunhas ouviram os disparos.

Após atirar contra a vítima, Irineu correu ao encontro de Aparecido de Souza, que o esperava em uma motocicleta. A dupla foi presa após ser perseguida por dois investigadores da DGPC (Diretoria Geral da Polícia Civil), que passavam pelo endereço em uma viatura descaracterizada e presenciaram o crime.

Segundo os policiais, durante a perseguição chegaram a atirar três vezes contra os autores, que foram impedidos de fugir após derraparem e caírem ao chão. Eles foram presos pelo Garras (Grupo Armado de Repressão a Roubos e Sequestros).

Valdemir era quem teria feito a intermediação com o mandante.

Inocentado

De acordo com a decisão do juiz, nenhum dos autores confessou que o ex-prefeito seria o mandante. No inquérito policial, um dos criminosos chegou a citar que havia um mandante, porém não disse nenhum nome. Ainda segundo a Justiça, nas movimentações bancárias, não apareceram valores que seriam o “pagamento” aos autores. Na época, chegou a se cogitar em um valor de R$ 20 mil.

“Apesar de haver os referidos indícios, estes não são e nem devem ser considerados como suficientes. [...] Os elementos de prova existentes são ilações ou deduções”, consta na decisão do juiz.

O ex-prefeito chegou a ser preso no dia 20 de junho de 2011, porém foi solto em 28 de setembro do mesmo ano, por causa de uma liminar do STJ (Supremo Tribunal de Justiça).

Atualmente, o processo que cita o ex-prefeito com envolvimento no assassinato continua em sigilo e não foram revelados detalhes.

Na época do crime, familiares e amigos fizeram campanhas contra o que chamavam de impunidade, em relação ao desenrolar das investigações.