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Fazendas começam a enterrar animais mortos

30 JUL 2014 • POR Ana Flávia Dorsa • 08h04

Na segunda-feira uma equipe do Diário do Estado, acompanhada pela equipe da Iagro e pela presidente do Sindicato Rural de Coxim, Terezinha Candido, percorreu algumas fazendas de Coxim e região pantaneira para registrar a morte de diversos animais sacrificados pelo frio.
Após a identificação da Iagro, que mediante avaliação clínica detectou que o gado teve hipotermina, uma queda brusca da temperatura corporal que ocasiona a morte, as fazendas iniciam outro processo, bem diferente de uma rotina de produção. Nas fazendas a cena era a mesma, diversos animais largados e amontoados ao longo do campo, tratores recolhendo os corpos que já estão tomados por moscas, e valas sendo abertas para enterrar o prejuízo. O cheiro forte faz com que os trabalhadores rurais executem o serviço com máscara. 
“Os animais começaram a morrer na sexta-feira e não teve como evitar a força da natureza e por isso os animais foram acometidos. Ficamos surpresos com tamanha mortandade, não tínhamos como prever”, desabafa Terezinha que informou que o presidente da Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, tomou conhecimento da situação e se comprometeu a estudar uma possibilidade para apoiar os produtores da região. 
O receio dos produtores era que fosse outro tipo de doença, por exemplo, contagiosa. Todas as fazendas em que foram registradas as mortes possuem controle sanitário e em poucos dias devem apontar o número exato de animais mortos. Para não haver mais prejuízos, a recomendação da Iagro é uma suplementação alimentar aos animais, pois, muitos ainda estão se recuperando do impacto térmico que tiveram. 
As fazendas apontam que o gado que menos sofreu com as mudanças de temperatura foi o gado da raça criola. Já os que vieram de outras regiões como da Bahia, foram sacrificados pelas baixas temperaturas.