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Uma pessoa é presa pelo Detran-MS a cada dez dias por dirigir embriagada

21 SET 2022 • POR Daiany Albuquerque/Correio do Estado. Colaborou Mariana Moreira • 16h04
  Gerson Oliveira/ Correio do Estado

Nos últimos 44 meses, contados a partir de janeiro de 2019 a agosto deste ano, 160 pessoas foram presas pelo Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran-MS) por conduzirem veículo alcoolizadas. Isso significa que uma pessoa foi presa a cada 10 dias nesse período.

Os dados refletem as operações feitas nas ruas dos 79 municípios de Mato Grosso do Sul e também nas rodovias estaduais, todos com apoio da Polícia Militar e Polícia Militar Rodoviária (PMR).

Para ser preso por dirigir embriagado, o condutor precisa apresentar teste de etilômetro igual ou superior a 0,34 mg/L de álcool por ar expelido pelo pulmão. Caso o número seja menor que esse, o motorista recebe uma multa administrativa de R$ 2.934,70 e tem o veículo apreendido até a chegada de um condutor habilitado e que não tenha bebido, para que possa levar o carro.

Segundo Ruben Ajala, chefe de fiscalização e policiamento de trânsito do Detran-MS, a maioria das pessoas que são presas tem algum sinal do consumo de álcool.

“Elas têm odor etílico, olhos avermelhados e a maioria aceita fazer o teste, mas quando o condutor recusa temos algumas formas de poder atestar a embriaguez, podemos verificar de dois ou mais sinais, como fala desconexa, andar cambaleante”, explica o chefe de fiscalização e policiamento de trânsito.

Aprovada em 2008, a Lei nº 11.705, mais conhecida como Lei Seca, reduziu a tolerância no nível de álcool consumido por quem dirige. Com a sanção da nova lei, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) foi alterado.

O atual limite tolerado é abaixo de 0,05 mg/L de álcool expelido pelo motorista ao realizar o bafômetro. A partir desse número, o condutor é multado, e se passar dos 0,34 mg/L é preso por crime de trânsito.

Conforme Ajala, não tem como mensurar a quantidade de bebida permitida que cabe dentro desse limite, porque cada organismo é diferente um do outro. Ele ressalta que, a partir de 0,34 mg/L de álcool expelido, o condutor perde algumas habilidades necessárias para dirigir um veículo.

“O pessoal tem total alteração na percepção de distância, os reflexos ficam prejudicados, não tem noção do tempo. Na verdade, vai afetar o campo de segurança, prejudicar a leitura de placas e a sensibilidade da velocidade. [Com essa quantidade de álcool consumida] a pessoa está realmente embriagada”, avalia o chefe de fiscalização e policiamento de trânsito do Detran-MS.

As prisões foram feitas em fiscalizações realizadas tanto dentro das cidades como nas rodovias estaduais de Mato Grosso do Sul, e a localização desses pontos são estabelecidas por análise de fluxo e de acidentes, de acordo com Ajala.

Para ele, essa quantidade de prisões realizadas apenas nas fiscalizações do Detran-MS neste espaço de três anos e meio foi alta. “Para mim, sempre será um número alto, sempre o número perto de zero é melhor, até para preservar mais vidas no trânsito”, declarou.

MULTAS

Além das prisões, 1.578 pessoas foram multadas por conduzirem veículo automotor sob a influência de álcool, de janeiro a agosto deste ano, em Mato Grosso do Sul. Número ligeiramente maior em relação a 2021, quando foram registradas 1.526 multas pela mesma causa.

Nesse período, abril foi o mês com mais autuações pelo Detran-MS em virtude da condução sob o efeito de álcool, quando 294 motoristas de Mato Grosso do Sul foram multados pela infração.

Com relação à autuação por se recusar a fazer o bafômetro, 1.921 pessoas foram multadas este ano, até agosto. O número, no entanto, é muito inferior ao registrado no ano passado, no mesmo período, quando foram 3.623 registros, de acordo com o Detran-MS.

Abril também foi o mês de 2022, dentro deste recorte apresentado na matéria, com o maior número de autuações pela não realização do teste, foram 718 naquele mês. 

R$ 2,9 mil é o preço da multa aplicada

Multa administrativa dos condutores embriagados.