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CÂMARA DE SONORA

Vereador recebe livro escrito por Ari de Oliveira e Silva e exalta vida e histórias do autor

9 SET 2022 • POR Ana Flávia Dorsa • 09h01
Ari de Oliveira Silva, mineiro que encontrou a felicidade em Mato Grosso do Sul  

O presidente da Câmara Municipal de Sonora, Dalmi Alves recebeu em seu gabinete Cláudia Aparecida de Souza Pereira que entregou um exemplar do livro lançado na cidade no mês de julho que conta a história de uma família tradicional, que em meio à pandemia iniciou um livro escrito pelo patriarca, Ari de Oliveira e Silva, mas que foi finalizado pelas filhas Lidiane Maria de Oliveira Capriata, 43 anos, a irmã Laiane Oliveira Silva, de 40 anos, e a esposa Maria Lucinda Silva de Oliveira, de 70 anos.
Filhas terminam livro que por 69 anos Ari sonhou deixar de herança 
Com o título “A Saga da Família Oliveira e Silva” o livro traz histórias das memórias de Ari desde o seu nascimento em Minas Gerais até sua vida adulta no Mato Grosso do Sul. De um jeito descontraído, narrou acontecimentos marcantes, como era o trabalho dos seus avós e dos seus pais, como foi o nascimento dos seus irmãos, filhos e netos, as dificuldades que tiveram e claro, as conquistas. Além disso, ele reuniu fotos dos familiares e informações como nomes, local e data de nascimento.
O escritor foi um dos primeiros vereadores eleitos em Sonora, tendo participado da lei orgânica do município como relator. “Para mim foi um prazer receber este livro, conhecia o senhor Ari, como também muitos membros da família. É uma honra recebê-lo sendo dedicado a mim aos meus”, diz emocionado o presidente.
“Ao ler, passou um filme em minha cabeça, muitas passagens me trouxeram lembranças fantásticas desde a minha chegada em 1981. Ari foi e será sempre muito importante para a nossa cidade, pois sua participação na construção de Sonora é inquestionável. Uma história nunca se esquece e ele está gravado em nossa memória e em nosso coração”, relembra e agradece o presidente.

O LIVRO:
Ari de Oliveira Silva tinha o sonho de escrever um livro para relatar as histórias de sua família e deixar registrado para as futuras gerações. Ele deu início à escrita durante a pandemia, mas morreu antes terminar, pois já vinha lutando contra um câncer metastático e infelizmente teve uma infecção generalizada. Um ano depois, esposa e filhas cumpriram a missão de finalizar a obra e presentear quem ficou.
Em Sonora, Ari foi funcionário de empresa privada, servidor público, secretário de finanças, chefe de gabinete, vereador e até relator da Lei Orgânica do Município, além de outras atividades, como ele disse, foi até motorista da ambulância nas horas vagas. Depois ele se mudou para o Distrito de Quebra Coco, em Sidrolândia e ao se aposentar, veio para Campo Grande.
“Como ele dizia: “as curvas da estrada da vida são invisíveis”. Ele seguiu a estrada dele e nós ainda estamos buscando encontrar o nosso caminho sem a sua presença física”, pontuam Laiane e Lidiane.