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Exposição do IFMS foi encaminhada para o Ministério Público Federal

21 MAI 2015 • POR Ana Flávia Dorsa • 08h07

Após exposição da Semana de Combate à Homofobia, promovida pelo Instituto Federal de Mato Grosso do Sul - campus Coxim, pais de alunos, pastores e vereadores representaram contra a instituição no Ministério Público Federal. 
Mesmo o grupo insatisfeito tendo ido ao IFMS para tentar amigavelmente discutir o assunto, para que houvesse a retirada das gravuras da exposição, não houve sucesso em seus empenhos. Eles questionaram que tal mural não estava previsto no projeto e que estava tratando da homofobia usando a cristofobia.
Para o vereador Carlos Henrique houve falha da Instituição, pois a exposição fugiu do tema proposto pelo projeto pedagógico. “Isso fica claro na gravura que diz: Aborto é assassinato! E o dilúvio foi o quê? Relações Públicas?. Para mim foi muito claro que quem coordenou esse projeto tinha uma intenção bem clara de atacar a Bíblia. A militância ficou muito óbvia”, destaca.
Os vereadores que participaram do protesto contra a exposição, propuseram na Câmara Municipal uma moção de repúdio quanto aos fatos. 
“Não é uma ação política. Nossos filhos estão sendo intimidados. Meu filho chegou a sair de sala de aula em determinado nível de discussão com o professor”, disse o vereador Carlos Henrique.
Já para o empresário e pai de aluno, André Márcio, as aulas estão fugindo de um padrão de normalidade, estão fugindo do conteúdo de um curso de Informática. 
“O professor não está sendo um profissional e está confundindo seu papel de educador com o de militante e ativista. Esta é uma questão particular que não deveria ser tratada em sala. Tivemos um ganho grande com a vinda do Instituto para a cidade, mas esse tipo de situação não iremos aceitar. Isso mancha a imagem da instituição que devia promover o conhecimento e não polêmica”, destacou o empresário.
A manifestação encaminhada ao Ministério Público citou o professor de Filosofia Cleiton Zoia Munchow, que foi um dos responsáveis pelo projeto. Segundo os alunos, em sala de aula todos os assuntos são tratados de alguma forma que acabam terminando nas questões homofóbicas, sempre escarnecendo a Bíblia, para conceituar o ideal gay. 
Em um episódio descrito em sala de aula, alegou-se que, antigamente na época do Natal, pendurava-se Papai Noel de chocolate na árvore natalina e que no fim todo mundo “comia” o bom velhinho. Também contou-se que no início do mundo, nos tempos da Bíblia, a mulher era desvalorizada, bem como, era comum homens transarem com homens.Outro caso foi a descrição tendenciosa da família de Noé, que como ficou com poucos integrantes após o dilúvio, irmãos transaram entre si para dar seqüência à humanidade. 
Esses elementos de debate têm incomodado os alunos que estão freqüentando a instituição para terem uma formação acadêmica. 
Os pais pedem para os filhos manterem a calma, pois estão com medo de retaliações. Mas em caso de agressão verbal, os pais garantem que vão procurar a polícia.