Briga: Médico e vereadores discutem e polícia é chamada
19 MAI 2015 • POR Ana Flávia Dorsa • 09h02Na manhã de ontem um caso de saúde virou caso de polícia. Durante o programa “Coxim Precisa Saber” de grande audiência do vereador Sidney Assis na FM Pantaneira, em que o apresentador reclamava da demora dos atendimentos médicos no Hospital Regional de Coxim, o médico Dr. Roberto Fernandes de Melo, plantonista que atende a parte de Ortopedia foi até a emissora para questionar as denuncias.
O médico foi recebido pelo diretor da rádio que logo chamou o radialista e vereador para que juntos chegassem a um acordo. Irritados, a discussão teve início, chegando a haver xingamentos, dedos na cara e ameaças. A polícia Militar de Coxim foi acionada para conter a discussão, que também envolveu a vereadora Lúcia da AAVC que chagava para uma entrevista na rádio. O caso foi registrado na polícia civil e militar.
Segundo o delegado da polícia civil, Gustavo Mussi a parte calorosa da discussão e seus detalhes são controversos nos depoimentos das partes, porém, agora seu posicionamento para finalizar o caso será o recolhimento das gravações das câmeras de segurança, a gravação do programa de rádio e o depoimento das testemunhas, afinal muitos populares estavam presentes e foram eles que contiveram os envolvidos para que não houvesse agressões físicas.
Na versão do vereador Sidney Assis a demora dos atendimentos de saúde foram à causa da fúria do médico. O vereador teria sido chamado no sábado por alguns moradores para que ele acompanhasse o sofrimento dos pacientes durante o atendimento do Hospital. Estavam aguardando atendimento há mais de três horas um bebê com febre e vômito, uma senhora grávida do bairro Nova Coxim, outro bebê que depois veio a falecer devido uma parada cárdio respiratória, além de dois senhores com fraturas no braço que estavam na fila de espera.
Angustiado com o sofrimento dos pacientes o vereador ligou para o secretário de saúde, Rogério Souto para questionar o problema e de certa forma agilizaram o atendimento após tal cobrança. Mas no domingo, parentes dos pacientes ligaram novamente para o vereador reclamando que os homens com as fraturas não haviam sido avaliados pelo ortopedista.
Durante as denúncias o médico chegou ao estúdio conforme relatou o vereador, e começou a desferir xingamentos, ameaças, dando murros na mesa e colocando o dedo na cara do vereador com palavras indecentes.
Neste momento, a vereadora Lúcia da AAVC adentrou a sala e foi também xingada pelo médico de vagabunda e mentirosa segundo a vereadora, pois a mesma com freqüência vem reclamando sobre o serviço de ortopedia do Hospital, declaração que também irritou o médico. Segundo o vereador, o médico só não usou a força bruta contra ele e a vereadora Lúcia por que foi contido por populares que estavam no local e a Polícia Militar que logo chegou conforme esclareceu os vereadores.
OUTRO LADO - Já na versão do médico Dr. Roberto, ele apenas queria esclarecer que ele é contratado apenas para realizar cirurgias de urgência e emergência de média complexidade e que se houve demora no atendimento, ele não é o responsável, pois como é plantonista, atende apenas pacientes internados. Segundo o médico que não quis gravar entrevistas, mas falou com a imprensa que estava na delegacia, às agressões não partiram dele, e que ninguém entende que a demora do pronto socorro não é de sua responsabilidade.
O médico disse que em Coxim não há ortopedista contratado para realizar cirurgias eletivas, de alta complexidade e nem ambulatório. Ele apenas cumpre o que está no seu contrato e garante que seu compromisso com a saúde está sendo cumprido rigorosamente e que a ortopedia na cidade é modelo. Já a saúde municipal, segundo Dr. Roberto, precisaria contratar outros profissionais para dar este suporte.
Roberto desabafou e disse que seu maior arrependimento é ter investido na cidade, pois as pessoas não reconhecem seu trabalho que já completa 14 anos. Ele afirma que hoje há 60 pessoas com carteira assinada em Coxim trabalhando nas suas empresas e todos seus investimentos estão na cidade que hoje o aponta.
Redação: O Jornal Diário do Estado se coloca à disposição para que qualquer parte envolvida neste caso possa se declarar.
