Cigarros eletrônicos podem representar riscos à saúde
8 JUL 2022 • POR Glenda Melo • 09h40Ao contrário do que alguns acreditam o cigarro eletrônico não é inofensivo. Já foi acusado, inclusive, de provocar um novo tipo de doença pulmonar.
Esses dispositivos basicamente fazem o usuário aspirar o vapor (com nicotina e outras tantas substâncias) produzido por um líquido armazenado em um reservatório, há uma diversidade de aromas, fator que atrai ainda mais os jovens, A composição desses líquidos, entretanto, não é completamente informada pelos fabricantes.
Ainda não está muito bem estabelecido como esses dispositivos provocam as doenças, o que se sabe, por exemplo, são que algumas reações entre o componente oleoso ali dentro e a nicotina ou o THC produzem o que é chamado de pneumonia lipoide, o depósito de gordura nos alvéolos, um quadro que impede a respiração normal segundo informações do INCA ( Instituto Nacional do Câncer).
Estudo do Instituto Nacional de Câncer (INCA) apontam para os riscos de iniciar o consumo de cigarros a partir do uso de cigarros eletrônicos.
O uso de cigarro eletrônico aumenta em mais de três vezes o risco de experimentação de cigarro convencional e mais de quatro vezes o risco de uso do cigarro, segundo a pesquisa.
Os resultados das pesquisas do INCA mostram que o cigarro eletrônico aumenta a chance de iniciação do uso do cigarro convencional entre aqueles que nunca fumaram.
Os cigarros eletrônicos expõem o organismo a uma variedade de elementos químicos gerados de formas diferentes, uma pelo próprio dispositivo (nanopartículas de metal), a segunda tem relação direta com o processo de aquecimento ou vaporização, já que alguns produtos contidos no vapor de cigarros eletrônicos incluem carcinógenos conhecidos e substâncias citotóxicas, potencialmente causadoras de doenças pulmonares e cardiovasculares.
Instruir os jovens a se afastarem e não fazerem uso do cigarro eletrônico é o primeiro passo para resguardar a saúde, orientar ainda segue sendo a melhor prevenção.
